Desemprego e Crimes Patrimoniais à Luz da Teoria Econômica do Crime: Um Estudo para a Região Metropolitana de São Paulo

Cezar Augusto Pereira dos Santos, Dieison Lenon Casagrande, Paulo Henrique Hoeckel, Claílton Ataídes de Freitas

Abstract


O presente artigo tem como objetivo descobrir se alguns dos principais pressupostos da Teoria Econômica do Crime se sustentam empiricamente. Para tanto, recorre-se às estatísticas criminais trimestrais relativas à relação desemprego-crimes patrimoniais na Região Metropolitana de São Paulo entre 2002 e 2015. Utilizou-se um modelo econométrico de séries temporais. Os resultados estimados revelaram uma relação de longo prazo entre as variáveis analisadas, todos os coeficientes estimados se mostraram estatisticamente significativos e com sinais condizentes com o esperado a priori, confirmando, assim, a validade dos pressupostos da Teoria Econômica do Crime. O modelo confirmou existir uma influência positiva do desemprego (taxa de desocupação) sobre os crimes patrimoniais.  O sinal positivo da relação crimes patrimoniais - massa de rendimento sugere que quanto maior a massa de rendimento presente no sistema econômico, maior tende a ser a incidência de crimes patrimoniais, dado o maior número de alvos potencialmente lucrativos. A relação inversa entre a proxy para a eficiência policial e os crimes patrimoniais deixa clara a importância de uma constante melhoria dos órgãos de segurança pública.


Keywords


criminalidade; São Paulo; Teoria Econômica do Crime.



DOI: http://dx.doi.org/10.31501/ealr.v12i1.12393

Economic Analysis of Law Review  -  ISSN 2178-0587

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