Desemprego e Crimes Patrimoniais à Luz da Teoria Econômica do Crime: Um Estudo para a Região Metropolitana de São Paulo

Authors

  • Cezar Augusto Pereira dos Santos Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Graduação e mestrado em Economia (UFSM).
  • Dieison Lenon Casagrande Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) http://orcid.org/0000-0003-4096-3971
  • Paulo Henrique Hoeckel Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) http://orcid.org/0000-0002-1017-8975
  • Claílton Ataídes de Freitas Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

DOI:

https://doi.org/10.31501/ealr.v12i1.12393

Abstract

O presente artigo tem como objetivo descobrir se alguns dos principais pressupostos da Teoria Econômica do Crime se sustentam empiricamente. Para tanto, recorre-se às estatísticas criminais trimestrais relativas à relação desemprego-crimes patrimoniais na Região Metropolitana de São Paulo entre 2002 e 2015. Utilizou-se um modelo econométrico de séries temporais. Os resultados estimados revelaram uma relação de longo prazo entre as variáveis analisadas, todos os coeficientes estimados se mostraram estatisticamente significativos e com sinais condizentes com o esperado a priori, confirmando, assim, a validade dos pressupostos da Teoria Econômica do Crime. O modelo confirmou existir uma influência positiva do desemprego (taxa de desocupação) sobre os crimes patrimoniais.  O sinal positivo da relação crimes patrimoniais - massa de rendimento sugere que quanto maior a massa de rendimento presente no sistema econômico, maior tende a ser a incidência de crimes patrimoniais, dado o maior número de alvos potencialmente lucrativos. A relação inversa entre a proxy para a eficiência policial e os crimes patrimoniais deixa clara a importância de uma constante melhoria dos órgãos de segurança pública.

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Author Biographies

Cezar Augusto Pereira dos Santos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Graduação e mestrado em Economia (UFSM).

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Economia da PUC/RS.

Dieison Lenon Casagrande, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Doutor em Economia (PIMES/UFPE). Graduação e mestrado em Economia (UFSM).

Paulo Henrique Hoeckel, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Doutor em Economia (PUCRS). Graduação e mestrado em Economia (UFSM).

Claílton Ataídes de Freitas, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Doutor em Economia Aplicada (Esalq/USP)

Published

2021-07-09