Criptomoedas (ou criptoativos?) como meio de pagamento no Brasil e a lógica do Cisne Negro: da ausência de regulamentação específica ao desempenho da criptoeconomia durante a pandemia de Covid-19

Susi Castro Silva, Vitor Borges Monteiro

Abstract


As cotações das criptomoedas caíram bruscamente após a OMS declarar a pandemia de Covid-19, em março de 2020. Apesar de recuperarem valor no curso da pandemia, o fato demonstrou que, assim como as moedas fiduciárias, as criptomoedas são vulneráveis às dinâmicas socioeconômicas globais. Além disso, a ausência de regulamentação específica impregna tais negócios de insegurança jurídica. Diante de tal problemática, objetivou-se nesse trabalho analisar as criptomoedas como meio de pagamento no Brasil, comparando perspectivas levantadas em 2018 com o panorama da criptoeconomia durante a pandemia em 2020, discutindo-o sob a lógica do Cisne Negro. Trata-se de pesquisa descritiva, com abordagem quali-quantitativa e método hipotético-dedutivo, cujos dados foram coletados a partir da aplicação de questionários, e dos sítios Coinmap.org e CoinMarketCap.com. Verificou-se que as criptomoedas ainda não se consolidaram como meio de troca no Brasil, porque a sua pouca liquidez, associada às grandes oscilações de valor e à escassez regulatória, geram incerteza sobre as suas funções como moeda. Assim, têm sido guardadas como investimento, funcionando como criptoativos.

Keywords


Criptomoedas; Criptoativos Financeiros; Regulação de Criptomoedas no Brasil; Criptoeconomia; Cisne Negro; Pandemia de Covid-19.



Economic Analysis of Law Review  -  ISSN 2178-0587

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