Determinação do limiar anaeróbio pela carga crítica superestima teste de lactato mínimo

Robson Chacon Castoldi, Regina Celi Trindade Camargo, Guilherme Akio Tamura Ozaki, Thiago Alves Garcia, Rafael Gavassa De Araújo, Alan José Barbosa Magalhães, Marcelo Papoti, José Carlos Silva Camargo Filho

Resumo


Introdução: A utilização de métodos específicos de mensuração é de fundamental importância para a identificação da capacidade aeróbia e prescrição da intensidade de exercício. Normalmente esta definição é feita pela determinação do limiar anaeróbio (Lan) que corresponde à máxima fase estável entre produção e remoção de lactato sanguíneo (MFEL). Dentre as mais variadas formas de se determinar a MFEL estão os testes de lactato mínimo (LM) e carga crítica (CC). No entanto, não se sabe se a utilização dessas formas de avaliação podem acarretar em resultados distintos. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi comparar os valores de Lan obtidos por meio dos testes de CC e de LM em ratos Wistar. Método: Foram utilizados 32 ratos machos (Wistar), com peso médio 411,0 (± 40,7 gramas), os quais foram submetidos às baterias de testes de CC e de LM. O teste de LM foi realizado com a indução à hiperlactacidemia com dois estímulos correspondentes a 13% do peso corporal (PC), seguido de intervalo passivo de nove minutos e teste incremental composto por estágios com duração de cinco minutos e cargas equivalentes a 4.0, 4.5, 5.0, 5.5, 6.0 e 7.0 % do PC. Já a CC foi obtida por meio da indução ao exercício em quatro diferentes estímulos randomizados, com cargas correspondentes a 7, 9, 11 e 13% do PC. Resultados: Os resultados demonstraram que o Lan médio determinado pelo Teste de CC foi de 5,8 ± 1,2% do peso corporal (PC) e 4,9 ± 0,6% do PC determinado pelo Teste de LM. Conclusão: Pode–se concluir que o limiar anaeróbio determinado por meio do teste CC superestimou em 18,4% o valor obtido por meio do teste de LM.

Palavras-chave


Ácido láctico, Carga crítica, Limiar anaeróbio, Ratos Wistar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/rbcm.v28i2.10610

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement