Secção transversal fi siológica e altura de salto vertical

RODRIGO MACIEL ANDRADE, JOÃO F.L. GAGLIARDI, MARIA AUGUSTA P.D.M. KISS

Resumo


Em função do salto ser considerado importante no voleibol, a predição deste por
dimensões corporais tem sido investigada. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar a
associação entre as áreas de secção transversal fi siológica (STF) e o salto vertical com contra
movimento e auxílio dos braços (IVC) e com contra movimento e sem o auxílio dos braços
(IVS). Foram avaliadas 9 atletas de voleibol do sexo feminino (18±1 anos; 7±2 anos de prática;
77,2±10,5 kg; 181,9±7,6 cm; 26,2±6,1% de gordura) que treinavam 4 dias/semana, 3 horas/dia.
Foram determinados IVC (43,33±4,30 cm), IVS (34,00±3,35 cm) e as STF de coxa (COX)
total (COXtotal = 294,93±44,22 cm2), de massa magra (COXmagra = 286,98±42,78 cm2)
e dos músculos (COXmuscular = 280,44±42,37 cm2), mesmo procedimento adotado para
panturrilha (PAN) (PANtotal = 110,42±13,04 cm2; PANmagra = 107,26±5,84 cm2; PANmuscular
= 100,72±11,24 cm2). Somente as associações entre PANtotal, PANmagra e PANmuscular e IVC
foram signifi cantes (-0,64 a -0,67; p<0,05). Os resultados talvez possam representar a relação entre
o aumento da força muscular, o aumento nas áreas de STF e aumento no diâmetro e ângulo de
peneação muscular, que por sua vez diminuiria a razão força/STF. Assim, concluímos que embora
as áreas de STF de panturrilha pareçam ser importantes na contribuição para o salto, estas não
devem ser utilizadas na predição e/ou identifi cação de rendimento das atletas em questão, uma
vez que tanto as STF de PAN e COX, quanto os saltos IVC e IVS não são capazes, isoladamente,
de predizer o desempenho no voleibol.
Palavras chaves: provas de rendimento, antropometria, desenvolvimento do adolescente.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v16i1.1117

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement