DESEMPENHO ESPORTIVO NO JUDÔ OLÍMPICO BRASILEIRO: O TALENTO É PRECOCE?

Autores

  • Marcelo Massa Universidade de São Paulo
  • Rudney Uezu Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Maria Tereza Silveira Böhme Universidade de São Paulo
  • Luiz Roberto Rigolin Silva Universidade de São Paulo
  • Jorge Dorfman Knijnik University of Western Sydney

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v18i1.1151

Resumo

O judô brasileiro é uma modalidade que possui tradição olímpica. Entretanto, sobre o processo de formação de judocas brasileiros, não se conhece o momento em que o talento se manifesta na modalidade. Tal problemática não é exclusiva do judô e se estende ao contexto popular, no qual ainda é comum a crença de que o talento pode ser observado precocemente numa criança. O objetivo do presente estudo foi analisar a manifestação do talento em judocas olímpicos brasileiros. Para tanto, se utilizou uma amostra de seis judocas, pertencentes a seleção brasileira olímpica nos Jogos Olímpicos de Atenas, 2004. A pesquisa foi constituída através de um delineamento qualitativo, que utilizou como instrumento uma entrevista composta por uma pergunta aberta, elaborada para explorar o contexto de iniciação esportiva no judô. Para a análise dos resultados foi utilizado o “Discurso do Sujeito Coletivo”. Os discursos indicaram que a maioria dos judocas olímpicos brasileiros analisados (83,3%) não foram talentos precoces, fortalecendo a idéia de que não há, em regra, uma relação de estabilidade entre o desempenho inicial e o desempenho futuro. Em outras palavras, selecionar precocemente com base no desempenho inicial é um risco para o processo de promoção de talentos.

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Biografia do Autor

Marcelo Massa, Universidade de São Paulo

Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP - GEPCHAM

Rudney Uezu, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Escola de Educação Física e Esporte - EEFE/USP; Universidade Presbiteriana Mackenzie – CEF/CCBS/UPM

Maria Tereza Silveira Böhme, Universidade de São Paulo

Escola de Educação Física e Esporte - EEFE/USP

Luiz Roberto Rigolin Silva, Universidade de São Paulo

Escola de Educação Física e Esporte - EEFE/USP

Jorge Dorfman Knijnik, University of Western Sydney

School of Education and Centre for Educational Research at University of Western Sydney

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Publicado

2010-05-28

Edição

Seção

Artigo Original