GINÁSTICA PARA TODOS: UM OLHAR SOBRE O DESENVOLVIMENTO DAS RELAÇÕES SOCIAIS EM GRUPOS DE IDOSOS

Felipe Souza Silva, Fernanda Raffi Menegaldo, Marco Antonio Coelho Bortoleto

Resumo


O objetivo desta pesquisa é analisar o impacto da prática da Ginástica para Todos em grupos de pessoas idosas, no que se refere às relações sociais entre as praticantes. O estudo, de caráter qualitativo e exploratório, utilizou como procedimento metodológico entrevistas em profundidade, realizadas com três coordenadoras e seis integrantes de três diferentes grupos de Ginástica para Todos do Brasil. O processo de análise dos dados foi realizado com base na Análise de Conteúdo, procedimento que resultou na construção de oito categorias temáticas, sendo elas: C1) Relacionamentos, amizades e interações, C2) Autoestima, C3) Acessibilidade, C4) Conflitos, dificuldades e diferenças, C5) Disponibilidade e trabalho da Ginástica para Todos, C6) Apresentar-se e mostrar-se, C7) Responsabilidade e compromisso e C8) Confraternizações. De forma geral, os resultados indicam que a prática da Ginástica para Todos intensificou a interação social entre as praticantes, com notável aumento em sua autoestima e no sentimento de reconhecimento e pertencimento social, por meio não apenas do engajamento nas atividades relacionadas a prática – como treinos, viagens, participações e apresentações em eventos e festivais – como também em encontros extra prática, como confraternizações, que se tornam comuns entre as integrantes dos grupos. Desse modo, é possível indicar que a prática da Ginástica para Todos atua na contramão do que vem sendo destacado na literatura sobre a velhice – uma fase de solidão, exclusão e apatia –, configurando-se como um ambiente de intensa convivência social, que promove a qualidade de vida e o bem-estar. Para além disso, essa prática ainda parece cumprir um importante papel para a construção, manutenção e fortalecimento dos vínculos sociais, revelando-se uma interessante prática corporal para essa faixa etária.

Palavras-chave


Ginástica; Relações sociais; Idosos; Envelhecimento

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/rbcm.v30i1.12098

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement