EXERCÍCIO RESISTIDO: UMA REVISÃO SOBRE SEUS ASPECTOS HEMODINÂMICOS E AUTONÔMICOS

Aline de Freitas Brito, Maria Socorro Brasileiro-Santos, Thereza Karolina Sarmento da Nóbrega, Adriana Sarmento de Oliveira, Amilton da Cruz Santos

Resumo


Vários estudos têm tentado analisar quais as principais adaptações provocadas pelo exercício resistido sobre o sistema cardiovascular. Seguindo esta linha, essa revisão objetivou examinar sistematicamente os aspectos hemodinâmicos e autonômicos envolvidos no exercício resistido, em indivíduos aparentemente saudáveis ou em portadores de cardiopatias. A busca foi feita utilizando as bases de dados Medline, Scielo, Sportdiscus e Lilacs. Foram encontrados 4738 estudos. Destes, apenas 40 foram incluídos por contemplar aspectos hemodinâmicos e/ou autonômicos no exercício resistido em humanos. Foi observado que o exercício resistido promove agudamente reduções significativas na pressão arterial em jovens e em hipertensos em torno de -6mmHg para a pressão arterial sistólica e -4mmHg para a pressão arterial diastólica. Para a modulação autonômica cardíaca o treinamento resistido aplicado por um período superior a 16 semanas tem influência na atividade nervosa autonômica cardíaca, através de um aumento no componente parassimpático e reflexivamente um maior controle no componente simpático, beneficiando o público que possui alterações nesse mecanismo. Contudo, a magnitude dessas alterações pode variar de acordo com o protocolo de exercício adotado. Todavia, poucos estudos enfocaram os aspectos autonômicos agudamente, indicando a necessidade de mais investigações nessa perspectiva.

Palavras-chave


exercício, pressão arterial, sistema nervoso parassimpático

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v19i3.1337

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement