AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DAS SITUAÇÕES DE ESTRESSE DE JOGADORES DE FUTEBOL EM FUNÇÃO DA IDADE

Alcir Braga Sanches, Alexandre Luiz Gonçalves de Rezende

Resumo


As situações estressoras da competição podem provocar reações emocionais positivas que facilitam o rendimento esportivo, ou reações negativas, que o prejudicam. A interpretação das situações estressoras varia de acordo com diversos aspectos, dentre outros, a faixa etária dos jogadores. O estudo teve como objetivo verificar se existem diferenças na interpretação da direção e intensidade das situações estressoras específicas do futebol entre jogadores adultos e sub-20 anos. A amostra foi composta por 280 homens, que jogam em 28 times de futebol de Brasília-DF nos campeonatos regionais de 2006: profissional e amador. O instrumento utilizado foi o Inventário de Fatores de Estresse–ISF. Os resultados indicam que de acordo com a direção, as Situações de Competição foram percebidas como positivas, enquanto as Situações de Fracasso, iminente ou real, e as Situações de Demandas, física e psicológica, foram percebidas como negativas. Em relação à intensidade do estresse, foram encontradas diferenças significativas somente nas Situações de Competição, consideradas pelos jogadores sub-20 como eliciadoras de uma influência mais positiva sobre seu rendimento esportivo quando comparados com os adultos t(114)=-3,82, p=0,02e-2 (bicaudal), efeito de média intensidade r=0,34. Esses resultados estão influenciados pela posição tática na qual o jogador atua, pois os jovens atacantes diferem significativamente dos demais t(22,4)=4,80, p=0,008e-2 (bicaudal), efeito de alta intensidade r=0,71. Conclui-se que devem ser utilizadas estratégias que auxiliem os jogadores a monitorarem o nível de estresse durante a competição e que contribuam para que o treinador adapte as estratégias de comunicação de acordo com as necessidades e características dos jogadores.

Palavras-chave


habilidades psicológicas; aspectos emocionais; esporte; avaliação psicológica

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v18i3.1684

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement