COMPORTAMENTO DA FORÇA EM RESPOSTA AO ALONGAMENTO E ENCURTAMENTO MUSCULAR

Fábio Carderelli Minozzo, Rodrigo Luiz Vancini, Rafael Júlio de Freitas Guina Fachina, Claudio Andre Barbosa de Lira

Resumo


Alguns fenômenos relacionados à produção de força na fibra muscular não podem ser perfeitamente explicados pela teoria das pontes cruzadas; dentre eles, podemos citar o comportamento da força durante e após mudanças de comprimento muscular. Investigando a força durante estas mudanças, notou-se que o aumento e a diminuição da mesma durante o alongamento e encurtamento têm algumas
características em comum com relação à forma do traçado da força: ambos apresentam duas fases (I e II), com duas mudanças de inclinação (P1 e P2). Apesar dessas similaridades, existem particularidades: quando diferentes velocidades são aplicadas, os comportamentos de P1 e P2 durante alogamento diferem ligeiramente dos seus homólogos durante o encurtamento. Distintos mecanismos moleculares tentam explicar essas particularidades: durante o alongamento P1 ocorre devido à reversão do curso de
alavancagem das pontes cruzadas, ao passo que durante o encurtamento, as mesmas seguem seu curso normal. Em ambas as condições, P2 está relacionado ao ponto onde as pontes cruzadas se destacam; mas como este ponto ocorre em diferentes sentidos, resulta em diferentes estados moleculares finais. Ademais, P1 e P2 têm sido usados para se analisar o comportamento da força durante as mudanças de comprimento. Existem três mecanismos aceitos para explicar o ganho de força durante o alongamento 1) um aumento no
número de pontes cruzadas; 2) um aumento na força gerada por cada ponte cruzada e 3) pontes cruzadas operando em estado de pré-curso-de-alavancagem. Já com relação à diminuição da força acredita-se que há uma perda da força média produzida por cada ponte cruzada, quando estas são “empurradas” para um estado molecular de menor tensão. Na literatura, ainda não há concordância a respeito dos mecanismos que seriam responsáveis pelo aumento da força durante o alongamento e a sua diminuição durante o
encurtamento muscular, assim como, não se sabe ao certo se esses fenômenos estão diretamente ligados ao ganho e perda residual de força após mudanças de comprimento.

Palavras-chave


fibra muscular, estiramento, tensão muscular

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v19i2.1738

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement