IMPLICAÇÕES SOCIAIS E AUTONOMIA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA DO MOVIMENTO

Marcelo Crepaldi Leitão, Mirian Rodrigues Silvestre, Manoel Silvestre Bezerra, Yara Lacerda

Resumo


O presente estudo identificou as implicações sociais oriundas dos jogos e atividades lúdicas nas aulas de educação física escolar e o desenvolvimento da autonomia da criança, com base na concepção construtivista de aprendizagem, no ensino fundamental. A população contou com o envolvimento de 21 crianças de ambos os sexos entre nove e dez anos de idade, da terceira série do ensino fundamental I, acompanhados até a quarta série. As estratégias didático-pedagógicas foram constituídas de jogos de construção e modificação de regras com e sem a utilização de materiais e jogos com resoluções de problemas em grupos para incentivar a autonomia e as relações interpessoais. O dados foram analisados quanti e qualitativamente através de observações baseadas na aplicação de jogos e atividades com ênfase no desenvolvimento de competências morais, organizacionais e sócio-afetivas a cada mês durante quatro meses (período 1 [P1], 2 [P2], 3 [P3], e 4 [P4]). Houve diferença significativa na autonomia a partir do período P1, persistindo por todos os demais períodos (P1: 22,5; P2: 44,0; P3: 66,5; P4: 77,0). Para as relações interpessoais, houve diferença significativa somente a partir do P3 (P1: 39,0; P2: 38,0; P3: 58,5; P4: 74,5). Os resultados indicaram que as novas práticas pedagógicas vivenciadas sinalizaram progressos e evoluções educacionais positivas na autonomia e nas relações interpessoais, sugerindo que as estratégias utilizadas foram adequadas e apontaram caminhos positivos para este modelo pedagógico.

Palavras-chave


Educação, Educação Física, Jogo

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v19i3.1881

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement