IMPACTO DA ATIVIDADE FÍSICA SOBRE O RISCO CARDIOVASCULAR NA POPULAÇÃO ADULTA DE VITÓRIA-ES

Autores

  • Wellington Lunz Universidade Federal do Espírito Santo
  • Maria del Carmen Bisi Molina Universidade Federal do Espírito Santo
  • Sérgio Lamêgo Rodrigues Universidade Federal do Espírito Santo
  • Christine Pereira Gonçalves Universidade Federal do Espírito Santo
  • Marcelo Perim Baldo Universidade Federal do Espírito Santo
  • Elaine Cristina Viana Universidade Federal do Espírito Santo e Centro Universitário Vila Velha
  • Eduardo Miranda Dantas Universidade Federal do Espírito Santo
  • José Geraldo Mill Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v18i3.2043

Resumo

A atividade física (AF) regular é considerada hábito de vida saudável por reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Entretanto, há poucos estudos neste sentido realizados em amostras populacionais. Avaliar o impacto da AF de lazer (AFL), ocupacional (AFO) e mista (AFLO) sobre o risco cardiovascular medido pelo escore de Framingham (EF) na população adulta (25-64 anos) de Vitória. Métodos: Estudo transversal em amostra probabilística (N=1.663; ambos os sexos). Os dados foram coletados em questionário, avaliação clínica e laboratorial (coleta de sangue). A estimativa de gasto calórico semanal em AFL, AFO e AFLO foi feita por entrevista e 4 grupos foram constituídos: Sedentário, AFL, AFO e AFLO. Análises de variância e covariância, e testes qui-quadrado e Mantel-Haenszel foram usados para análise estatística. O grupo AFO apresentou valores inferiores para % gordura (%G), colesterol total (CT) e LDL comparado ao grupo Sedentário. A prevalência de tabagismo foi menor nos grupos AFL (11,5%) e AFLO (10,2%), e maior nos grupos Sedentário (26,4%) e AFO (30,2%). EF e o risco (%) de desenvolvimento de doença arterial coronariana em 10 anos (risco DAC) não ajustados foram menores no grupo AFO (EF= 3; 2,65±6,20; risco DAC= 4; 6,79±6,68%; mediana; média±DP) comparado ao Sedentário (EF= 5; 3,85±7,07; risco DAC= 6; 8,41±7,74%). Entretanto, após ajuste para idade e CT, o EF e o risco DAC foram menores no grupo AFL (EF: 2,54±4,18; risco DAC: 6,55±5,29%; média±DP) comparado aos grupos Sedentário (EF: 3,50±4,17; risco DAC: 8,05±5,33%) e AFO (EF: 4,09±4,19; risco DAC: 8,08±5,35%), evidenciando que as variáveis CT e idade foram as principais determinantes das diferenças iniciais em favor do grupo AFO. O estudo mostra impacto positivo da AF de lazer ou laboral na redução do risco cardiovascular populacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Wellington Lunz, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em Ciências Fisiológicas e Professor adjunto do Centro de Educação Física e Desportos da UFES. Área: Fisiologia e fisiopatologia cardiovascular

Maria del Carmen Bisi Molina, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva Centro de Ciências da Saúde

Sérgio Lamêgo Rodrigues, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde

Christine Pereira Gonçalves, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde

Marcelo Perim Baldo, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde

Elaine Cristina Viana, Universidade Federal do Espírito Santo e Centro Universitário Vila Velha

Núcleo de Práticas Integradas em Nutrição. Curso de Nutrição. Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde.

Eduardo Miranda Dantas, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde

José Geraldo Mill, Universidade Federal do Espírito Santo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Centro de Ciências da Saúde

Downloads

Publicado

2011-06-29

Edição

Seção

Artigo Original