VALIDADE DE TESTES UTILIZADOS PARA MEDIR A FLEXIBILIDADE DOS MÚSCULOS POSTERIORES DA COXA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Luiz Maculan de Oliveira Melo, Hugo Cesar Martins-Costa, Silvia Ribeiro Santos Araújo, Hans Joachim Menzel, Mauro Heleno Chagas

Resumo


Apesar do teste Sentar-e-Alcançar (TSA) ser freqüentemente utilizado na mensuração da flexibilidade dos músculos posteriores da coxa (PC), este teste ainda apresenta validade questionável para esta finalidade. Os objetivos desse estudo foram: a) verificar o nível de correlação entre o desempenho no Banco para a Avaliação da Flexibilidade (BAFLEX) e o desempenho em um teste específico para a medida da flexibilidade dos músculos PC (Teste de Extensão de Joelho modificado – TEJ-mod); b) verificar se o nível de correlação das medidas no TSA modificado (TSA-mod) é aumentada quando correlacionado com uma medida de critério (TEJ-mod) realizada de forma ativa. Participaram deste estudo 26 voluntários (13 indivíduos de cada sexo) com idade média de 22,2 ± 3,4 anos. Os voluntários realizaram aleatoriamente a mensuração da flexibilidade utilizando diferentes testes (BAFLEX, TSA-mod, TEJ-mod). Os coeficientes de correlação de Pearson indicaram níveis de associação significativos e moderados (BAFLEX x TEJ-mod: r = 0,57; TSA-mod x TEJ-mod: r = 0,52; poder > 0,8 em todas as análises). Embora o BAFLEX objetive minimizar problemas presentes no TSA, como diferenças antropométricas entre os indivíduos e a participação de movimentos compensatórios, tal teste não resultou numa alta correlação com o TEJ-mod. Além disso, a realização ativa da medida da flexibilidade dos músculos PC também não permitiu alcançar níveis de correlação altos entre TSA-mod e TEJ-mod. Baseado na baixa variância comum entre BAFLEX e TEJ-mod (32,4%), bem como entre TSA e TEJ-mod (27,3%), conclui-se que os desempenhos nos testes TSA-mod e BAFLEX não são determinados suficientemente pela flexibilidade dos músculos PC.

Palavras-chave


aptidão física, amplitude de movimento articular, confiabilidade e validade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v19i2.2338

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement