ESQUEMA CORPORAL E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM ADULTOS JOVENS UNIVERSITÁRIOS

Wellington Segueto

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar o esquema corporal, o nivel de atividade física e a associação existente entre estas variáveis. A amostra foi composta por 52 indivíduos com média de idade de 22,98 ± 4,85 anos, sendo 20 homens (23 ± 7,30 anos) e 32 mulheres (22,97 ± 3,19 anos). Os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido e o trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade São Judas Tadeu. As variáveis analisadas foram o esquema corporal, através do Image Marking Procedure (IMP) e o nível de atividade física, através do IPAq. Utilizou-se a estatística descritiva para caracterizar e conhecer a distribuição da amostra. Em seguida, os dados foram comparados utilizando o teste de análise de variância (ANOVA), seguido do teste de Bonferroni como post-hoc. A associação foi verificada com o teste qui-quadrado e o odds ratio. Os homens apresentaram uma maior porcentagem de indivíduos hipoesquemáticos e com esquema corporal adequado e as mulheres uma maior porcentagem de hiperesquematia. Quanto a simetria, somente a altura do trocânter no sexo feminino apresentou diferenças estatísticas (p = 0,02). A inatividade física foi evidente em todos os domínios para a amostra total, porem no domínio 4 verificou-se uma maior porcentagem de indivíduos fisicamente ativos no sexo masculino. O nível de atividade física geral apresentou uma maior porcentagem de indivíduos classificados como fisicamente ativos. Não houve associação entre o esquema corporal e o nível de atividade física. Nota-se que há uma tendência na população de perceberem suas dimensões corporais maiores, ou seja, tendem a hiperesquematia. O fato do esquema corporal está intimamente relacionado com as aferências cinestésicas e proprioceptivas, não foi confirmado nesta amostra ao comparar o nível de atividade física e o esquema corporal.

Palavras-chave


Esquema corporal, nível de atividade física, adultos e percepção corporal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v19i3.2828

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement