ESTEATOSE HEPÁTICA E ESTILO DE VIDA ATIVO: REVISÃO DE LITERATURA

Carla Giuliano de Sá Pinto, Marcio Marega, Felipe Gambetta Carmona, Carolina D`aurea, Jose Antonio Maluf de Carvalho, Aylton Figueira Junior

Resumo


A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, conhecida como esteatose hepática (EH) ou fígado gorduroso é derivada do acúmulo de lipídeos nos hepatócitos, quando representa mais de 5% do peso desse órgão. Como a EH promove lesões hepáticas, tem sido considerada como uma das causas mais comuns de doenças hepáticas crônicas nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Considerando a forte associação com o estilo de vida, o objetivo do presente estudo foi apresentar, através de uma revisão na literatura, os principais fatores relacionados ao risco do desenvolvimento de EH e sua associação com o nível de atividade física. Assegura-se que o desenvolvimento da EH esteja relacionado ao estilo de vida, em especial com o histórico de inatividade física e hábitos alimentares pouco saudáveis, fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica. A prevalência da EH está associada ao excesso de peso e a obesidade; diabetes melitus do tipo 2 e inatividade fisica, apresentando prevalência entre 10 e 24% da população mundial. A atividade física é considerada como um dos fatores moduladores mais eficazes na prevenção de doenças como a esteatose hepática, e a promoção da saúde. Assim, aumentar o nível de atividade física através das atividades da vida diária e pelo envolvimento em programas de exercícios são comportamentos desejáveis na prevenção de doenças crônicas. O presente estudo permite concluir que a EH como doença metabólica se associa com o ganho de peso e baixo nível de atividade física populacional. Os estudos indicaram que aumentar o nível de atividade física pode colaborar com a diminuição de gordura no fígado e prevenir o aparecimento do quadro de esteatose hepática. Importante frisar que outros hábitos na vida diária poderiam se associar a EH, destacando neste caso, o consumo de bebidas alcoólicas.

Palavras-chave


Esteatose hepática; fígado gorduroso; estilo de vida ativo; atividade física

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