EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE OS NÍVEIS DE ESTRESSE EM VESTIBULANDOS DE TERESINA-PI

Autores

  • Marcia Cristiane Araújo Faculdade Aliança
  • Nanci Maria de França Universidade Católica de Brasília
  • Francilene Batista Madeira Faculdade Aliança
  • Irineu de Sousa Júnior Instituto Federal do Piauí (IFPI)/Campus Floriano
  • Glauber Castelo Branco Silva Universidade Estadual do Piaui
  • Erika da Fonseca Reis Silva
  • Jonato Prestes Universidade Catolica de Brasilia

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i3.3094

Resumo

RESUMO: O exame vestibular é considerado um agente desencadeador de sintomas psicossomáticos em adolescentes. Em contrapartida, o exercício físico é apontado como uma das principais medidas não farmacológica para o alívio do estresse. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos do programa de exercício físico (PEF) moderado sobre os níveis de estresse de vestibulandos, além de identificar a fase e sintomas do estresse predominantes e analisar o nível de cortisol salivar. Após estimar a prevalência do NAF e do estresse da população de estudantes (N=141) do 3º ano do ensino médio de uma escola particular da cidade de Teresina, selecionou-se a amostra com todos os escolares insuficientemente ativos e estressados, composta por 71 estudantes com idade entre 17 e 18 anos, de ambos os sexos, randomizados em grupo experimental (GE) n = 39 e grupo controle (GC) n = 32. Foram empregados os instrumentos: Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ-versão curta), Escala de Stress para Adolescentes (ESA) e kit Salivette® para coleta da saliva. O GE participou de um PEF de intensidade moderada (66% a 74% da FCmax), durante dez semanas, com freqüência de duas sessões semanais de 60 minutos. Utilizou-se o programa SPSS versão 13.0 para a análise estatística, considerando um nível de significância de p<0,05. Na amostra pré-experimento, a fase e os sintomas de estresse predominantes foram quase exaustão e psicológicos, respectivamente. No pós-experimento houve aumento de 59% na ausência de fases e sintomas do GE e de 34,4% na fase de exaustão do GC. Nas concentrações de cortisol, observou-se diferença significativa entre GE e GC após intervenção com o PEF (p<0,001). Conclui-se, portanto, que o exercício físico de intensidade moderada foi capaz de reduzir os níveis de estresse percebido e de cortisol nessa amostra de estudantes.

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Biografia do Autor

Irineu de Sousa Júnior, Instituto Federal do Piauí (IFPI)/Campus Floriano

Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico Área: Educação Física, Anatomia Humana e Fisiologia Humana

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Publicado

2012-08-09

Edição

Seção

Artigo Original