FORÇA MUSCULAR ISOCINÉTICA EM IDOSAS COMPARAÇÕES ENTRE GRUPOS TIPOLÓGICOS DE GÊNERO

Maria Gracinda Alves Santos, Marcela Cipriani, Tânia Mara Vieira Sampaio, Amanda Alves Silva, Gislane Ferreira Melo

Resumo


Este artigo teve como objetivo verificar se há diferenças na força de extensores e flexores do joelho, durante ações musculares isocinéticas em diferentes velocidades (60°/s e 180°/s) em mulheres com perfis psicológicos de gênero diferenciados. A amostra foi constituída por 42 mulheres idosas ativas com idade média igual a 68,8 (± 6,0) anos, estatura 1,53 (± 5,8) metros e massa corporal 65,8 (± 9,9) Kg. Estas foram subdivididas em 3 grupos segundo o perfil psicológico de gênero, sendo o Grupo 1 - Heteroesquemáticas Masculinas (n= 11), Grupo 2 - Isoesquemáticas (n= 13) e Grupo 3 (Heteroesquemáticas Femininas (n= 18). Para a avaliação de força muscular de membros inferiores, foi utilizado o dinamômetro isocinético da marca Biodex 3 System Pro® (Biodex Biomedical Systems, Inc., Shirley, NY). Foram analisados o pico de torque (PT), a potência (POT), o trabalho total (TT) e a razão I/Q de extensores e flexores de joelho dominante e não dominante, no modo isocinético, nas velocidades de 60º/s e 180º/s. Os resultados demonstraram haver diferença significativa entre os grupos 1 e 3 (HM ? HF) para a variável Pico de Torque (PT) nos movimentos de flexão e extensão de joelho dominante, nas velocidades de 60°/s e 180°/s. Quando avaliados trabalho total (TT) e potência (POT) foram encontradas diferenças significativas entre os grupos 1 (HM) e 3 (HF) para os flexores nas duas velocidades testadas. Não foram encontradas diferenças significativas para a variável Razão I/Q nos joelhos dominante e não dominante. Assim, pôde-se concluir que a força muscular, o trabalho e o pico de torque de mulheres heteroesquemáticas masculinas é maior que os das heteroesquemáticas femininas, indicando que o perfil psicológico de gênero do indivíduo pode influenciar nas variáveis fisiológicas como a força.
Palavras-chave: Força muscular, Esquema de Gênero, Idosas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v20i4.3110

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement