TREINAMENTO DE FORÇA PARA CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES: UMA METANALISE SOBRE ALTERAÇÕES DO CRESCIMENTO LONGITUDINAL, FORÇA E COMPOSIÇÃO CORPORAL - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v22n1p137-149

Rafael Rodrigues de Sousa Frois, Lílian Alves Pereira, Cintia Mota Cardeal, Ricardo Yukio Asano, João Bartholomeu Neto, José Fernando de Oliveira, Nanci Maria de França

Resumo


O objetivo do presente estudo foi analisar o tamanho do efeito do treinamento de força (TF) sobre as variáveis força, composição corporal e crescimento longitudinal em crianças e pré-adolescentes. Para tanto, foi realizada uma busca de estudos cruzando as palavras chaves: treinamento de foça; crianças; adolescentes na literatura especializada. Posteriormente, os estudos selecionados foram submetidos a uma análise estatística de metanálise para determinação do tamanho do efeito das intervenções com treinamento de força em crianças e pré-adolescentes nas variáveis: crescimento longitudinal, força e composição corporal. Foram selecionados 22 estudos sobre as variáveis crescimento longitudinal, alterações na força de membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) e composição corporal, utilizando diversas metodologias de TF em crianças de 7 a 12 anos de idade. A análise de alteração da força de MMSS demonstrou-se favorável para os grupos experimentais (TE global=0,83; IC 95%=3,7/7,38). O mesmo ocorreu nas análises da força de MMII (TE global=0,72; IC 95%=5,5/12,51). O aumento de massa magra também revelou-se superior para os indivíduos que treinaram (TE global=0,21; IC 95%=0,6/2,7). Os ganhos de massa gorda foram superiores nos grupos experimentais (TE global=0,41; IC 95%=0,66/1,37). O nível de crescimento longitudinal foi superior para os grupos experimentais (TE global=0,46; IC 95%=1,4/2,4). Portanto, esta pesquisa sugere que o Treinamento de Força é uma intervenção favorável para ganhos de força, hipertrofia muscular e crescimento longitudinal em indivíduos de 7 a 12 anos de idade. Por outro lado, essa intervenção demonstrou-se ineficiente na redução de massa gorda.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v22i1.3715

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement