Neste artigo propomos uma reflexão sobre a produção acadêmica brasileira entre os anos 2000 e 2012, na temática Educação Física na Saúde Pública, por meio da análise de 60 textos publicados em periódicos científicos, livros e capítulos de livros, teses e dissertações. Constatamos uma concentração de estudos que fazem críticas à hegemonia da dimensão biofisiológica, historicamente determinada e determinante do campo. Observamos elementos de destaque, como o debate entre a importância do professor de Educação Física em relação às políticas de saúde; a representação social de gestores, profissionais e usuários sobre Educação Física; a questão da formação profissional; e a abordagem de experiências em unidades de saúde diversas, onde algumas se mostraram reducionistas, na linha de um certo preventivismo, mas a maioria enfocou a promoção da saúde em perspectiva ampliada. Quanto às experiências no SUS, observamos que têm uma situação muito complexa e diferenciada em diversos locais do país; em algumas tem se dado de forma muito precária e aquém do considerado “cuidado em saúde”, noutras é possível perceber resultados significativos para a instituição e para os usuários. Também podemos inferir que a inserção do professor de educação física tem dado sinais de tímida ampliação da atuação formalizada através de concurso público.
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Biografia do Autor
Ricardo Lira de Rezende Neves, Universidade Federal de Goiás
Professor do curso de educação física da Universidade Federal de Goiás - campus Goiânia
Priscilla de Cesaro Antunes, Universidade Federal de Goiás
Professor do curso de educação física da Universidade Federal de Goiás - campus Goiânia
Tadeu João Ribeiro Baptista, Universidade Federal de Goiás
Professor do curso de educação física da Universidade Federal de Goiás - campus Goiânia
Luis Otávio Teles Assumpção, Universidade Católica de Brasília
Professor no PPGEF da Universidade Católica de Brasília