RELAÇÃO ENTRE AS DISTÂNCIAS PARCIAIS NO SALTO TRIPLO E O DESEMPENHO COMPETITIVO EM ATLETAS BRASILEIROS

Nelio Alfano Moura, João Paulo Borin, Carlos Roberto Padovani, Antonio Carlos Gomes

Resumo


O salto triplo é uma das especialidades atléticas de maior tradição no Brasil. No entanto, pouco se sabe sobre as técnicas utilizadas por saltadores brasileiros. Esse estudo teve como objetivos a) identificar as técnicas usadas pelos melhores triplistas brasileiros do sexo masculino, em cada categoria oficial (Menores, Juvenil, Sub-23 e Adulto); b) verificar as características da distribuição dos saltos parciais ao longo de um ano, e c) analisar a associação entre alterações na distribuição dos saltos e o desempenho. Foram analisados 67 saltos realizados por 31 atletas finalistas em competições oficiais de Atletismo. As tentativas foram gravadas em vídeo digital a 60 Hz, e a distância dos saltos parciais foi mensurada com procedimentos de análise de imagem, classificando-se as técnicas em Hop-dominante, Jump-dominante e Equilibrada. As variáveis foram comparadas pelo teste de Goodman para contrastes de proporções multinomiais e a ANOVA One-way, sendo usado o coeficiente de correlação simples de Pearson para investigar as diferentes associações (p ? 0,05). Os resultados mostraram que: i) não houve diferença nos resultados oficiais e reais entre Menores e Juvenis e entre Sub-23 e Adultos; ii) houve predomínio no uso das técnicas Hop-dominante e Equilibrada, exceto entre os Juvenis, que não demonstraram nenhuma preferência e, por fim, iii) atletas acompanhados longitudinalmente variaram a distribuição dos saltos parciais ao longo do ano. Concluiu-se que as três técnicas foram igualmente eficazes, embora a Hop-dominante não tenha se associado à obtenção dos melhores resultados individuais.

Palavras-chave


Atletismo, salto triplo, avaliação

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v24i3.6510

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement