A TEMPERATURA DOS REPOSITORES HÍDRICOS PODE INFLUENCIAR A CAPACIDADE AERÓBIA?

Vitor de Salles Painelli, Vinicius da Eira Silva, Guilherme Giannini Artioli, Antonio Herbert Lancha Junior

Resumo


O aumento da temperatura interna (Ti) é considerado importante causa da fadiga durante exercícios prolongados realizados no calor. Dentre as estratégias empregadas para atenuá-la, a reposição hídrica é a que mais se destaca por sua praticidade e baixo custo. Por outro lado, pouco sabe-se a respeito da influência que a temperatura dos repositores hídricos exerce sobre respostas termorregulatórias e o desempenho aeróbio durante exercícios prolongados em ambientes quentes. Teoricamente, as bebidas em baixa temperatura poderiam conferir vantagem fisiológica, agindo como dissipadores de calor ou proporcionando uma sensação agradável, levando à manutenção da ativação do drive central. Combinados, esses mecanismos podem diminuir os efeitos deletérios da elevação da Ti ao desempenho. Mesmo assim, o número de estudos investigando tal hipótese é escasso. Logo, o objetivo deste Ponto de Vista foi examinar se as evidências existentes apoiam a hipótese de modulação da Ti e melhora do desempenho aeróbio a partir da ingestão de bebidas em baixas temperaturas durante os exercícios prolongados realizados no calor. Encontramos grande heterogeneidade na metodologia dos estudos, sobretudo no que diz respeito 1) ao baixo número amostral; 2) à ausência de soluções controle; 3) à falta de padronização do momento de administração dos repositores hídricos; e 4) ao protocolo de exercício utilizado. Isso dificulta o estabelecimento de conclusões definitivas sobre o assunto, e portanto, mais estudos são necessários. Contudo, evidências oriundas de poucos estudos bem controlados sugerem que repositores hídricos em baixa temperatura podem atenuar o aumento na Ti e melhorar a capacidade aeróbia durante a realização de exercícios prolongados no calor.

Palavras-chave


regulação da temperatura corporal; tolerância ao exercício; soluções para reidratação

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v25i2.7586

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement