Suplementação de Creatina por Praticantes de Musculação de Vitória da Conquista/BA

Rodrigo Grazinoli Garrido, Tairine Cairo Farias, Cosme Evangelista de Brito, Igor Oliveira Macedo

Resumo


Neste artigo pretendeu-se traçar o perfil de consumo da creatina em praticantes de musculação de Vitória da Conquista-BA. Para tanto, realizaram-se 100 entrevistas em academias durante 2007. Os participantes foram escolhidos aleatoriamente entre aqueles usuários de creatina. Observou-se uma idade média de 24,41 (±3,87) anos, sendo maioria dos entrevistados homens (96%) que praticavam musculação semanalmente por 5 ou mais dias (82%), como única atividade (74%). A maioria utilizou a creatina por pelo menos 3 meses (62%). A auto-indicação foi relatada por 52%, seguida da indicação por amigos (18%). Profissionais de educação física e instrutores foram responsáveis por grande parte (16%) das prescrições. Relataram terem sido orientados por farmacêuticos ou médicos 6% e nenhum recebeu a prescrição de um nutricionista. Apesar da inexistência de orientação nutricional, 57% dizem manter uma alimentação balanceada. O aumento da resistência foi apontado como principal motivo para o uso de suplementos (45%), seguido por objetivos estéticos (36%), tendo 59% relatado ganho de massa muscular. A creatina foi associada a outros suplementos, principalmente aminoácidos e proteínas, em 60% dos casos, guardando relação com o ganho de massa muscular (RR 1,52; IC 95% 1,03 ? ? ? 2,23; p<0,02). Ficou claro que o consumo de creatina e suplementos associados é feito sem a prescrição profissional adequada, com objetivos estéticos e de resistência.

Palavras-chave


suplemento alimentar, exercício, suplemento ergogênico, performance

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v16i4.848

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement