Comparação entre escaladores indoor recreacionais e de elite: aspectos morfológicos e neuromusculares

Tony Meireles dos Santos, Eurico Peixoto Cesar

Resumo


Apesar das pesquisas existentes referentes à escalada indoor, ainda persistem lacunas sobre as diferenças relevantes na antropometria, composição corporal e força de preensão manual, que separam os escaladores recreacionais dos atletas de elite. O objetivo do presente estudo foi comparar as características antropométricas, de composição corporal e força de preensão manual entre escaladores de elite e recreacionais da modalidade indoor. A amostra foi composta de 11 escaladores Recreacionais (26,9 ± 5,1 anos) e 16 escaladores de Elite (22,7 ? 4,7 anos). A estatura e massa corporal foram aferidas com uma balança com estadiômetro (Filizola, São Paulo, Brasil) e as dobras cutâneas foram mensuradas com um plicômetro (WCS/Cardiomed, Zolla Tech Inc, Brasil). Utilizou-se o protocolo de três dobras de Jackson e Pollock e a equação de Siri para determinação do percentual de gordura. A força de preensão manual relativa e absoluta foi obtida através de um dinamômetro manual (l). Um teste para amostras independentes indicou diferença significativa (P < 0,05) na massa corporal (71,3 ? 8,8 kg vs. 65,4 ? 5,5 kg) e no percentual de gordura (11,5 ? 5,0 % vs. 5,2 ? 1,9 %) entre os grupos Recreacional e Elite, respectivamente. A estatura e força de preensão manual absoluta e relativa não apresentaram diferenças estatísticas significativas. Conclui-se que, independente de outras variáveis de treinamento, parece existir associação entre a massa corporal transportada e o nível de desempenho alcançado na escalada, provavelmente devido à sobrecarga fisiológica desnecessária imposta aos músculos em atividade na realização do trabalho vertical.

Palavras-chave


composição corporal; antropometria; força de preensão manual; escalada indoor

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v17i1.972

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement