“E VAMOS DE WEBNAMORO!”: (RE)APRENDIZAGENS AMOROSAS/SEXUAIS EM TEMPOS DE COVID-19 NO TINDER

Alcidesio Oliveira da Silva Junior

Resumo


A pandemia da Covid-19 emerge como um desafio às antigas formas de relacionamento baseadas no contato físico, impulsionando novas formas de relacionamento que rompam o isolamento social. Neste caminho, o aplicativo de paquera Tinder passa a ser um dos espaços propícios para o desenvolvimento de contatos, sejam eles mais duradouros e/ou descartáveis. Com base em uma análise cultural das experiências de sete homens gays/bissexuais usuários do aplicativo, sustentada nos Estudos de Gênero e de sexualidade e com aportes dos Estudos Culturais da Educação, percebo dois movimentos: o fortalecimento da idealização do amor romântico e o não desvencilhamento duradouro das relações descartáveis, mais contidas pelo medo e pela solidão. Estas considerações apontam para os efeitos de uma sociedade de consumo retroalimentada pelo capitalismo e produtora de subjetividades mercantilistas. Tanto o mito do amor romântico, fundamento da sociedade burguesa e substrato para estruturas sociais e culturais hegemônicas, quanto a perecibilidade das relações afetivas, são marcas de uma modernidade líquida, com uma forma fluida, sem comprometimentos rígidos.


Palavras-chave


Estudos Culturais. Covid-19. Modernidade líquida. Gênero. Tinder.

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/comunicologia.v14i1.12796