REARTICULAÇÕES DA AUTOETNOGRAFIA A PARTIR DA TEORIA ATOR-REDE: EXEMPLO DE UM ESTUDO COLABORATIVO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Autores

  • Viviane Santana Marquezini Cefet RJ
  • Gisele Cristina Cohen Fonseca
  • Lília Rolim Abadia

DOI:

https://doi.org/10.31501/comunicologia.v14i1.12856

Resumo

A pandemia de Covid-19 alterou significativamente nossas relações pessoais, profissionais e acadêmicas e as interações delas advindas. Este artigo tenciona refletir sobre o nosso processo de pesquisa, contribuindo para a discussão teórico-metodológica sobre os estudos de autoetnografia à luz da Teoria Ator-Rede (TAR). A pergunta que norteia este artigo é:  como fazer uma autoetnografia a partir da perspectiva da TAR? A nossa abordagem autoetnográfica se reconfigurou quando alinhada à TAR, que permite uma resposta às críticas ao subjetivismo e à auto-indulgência da trajetória pessoal das pesquisadoras no estudo. Ao seguirmos um viés colaborativo no uso da metodologia, foi possível construir um relato permeado pelas similaridades e diferenças dos olhares sobre as instáveis e complexas redes sociotécnicas que constituem o nosso estudo. O escrutínio das experiências relatadas no diário de bordo sob as lentes da teoria conduziu a uma compreensão de formas de agência que ultrapassam, se opõem, resistem ou surpreendem as expectativas nelas depositadas. Por exemplo, o Comitê de Ética em Pesquisa, antes compreendido apenas como um intermediário no processo de execução da pesquisa, passou a ser visto como um ator, cujas ações demandaram reações. Ou mesmo, um computador, que entendíamos apenas como um intermediário no processo de aprendizagem ou na execução de um trabalho, passou a ser percebido como um elemento essencial na rede sociotécnica, em que o mau funcionamento resultou na necessidade de ações não previstas no percurso da pesquisa.

 

 

 

 

 

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Biografia do Autor

Viviane Santana Marquezini, Cefet RJ

Mestra em Língua Portuguesa pela UERJ, professora de Português e Literaturas do Cefet RJ/ Uned Nova Iguaçu.

Gisele Cristina Cohen Fonseca

Doutora em Ciências da Comunicação (Universidade do Minho/UFRJ). Docente EBTT Língua Inglesa no CEFET.

Lília Rolim Abadia

Doutora em Teoria Crítica e Estudos Culturais (Universidade de Nottingham, Inglaterra). Pesquisadora associada ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília (PNPD CAPES-UCB)

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Publicado

2021-08-07

Como Citar

Marquezini, V. S., Cristina Cohen Fonseca, G., & Rolim Abadia, L. (2021). REARTICULAÇÕES DA AUTOETNOGRAFIA A PARTIR DA TEORIA ATOR-REDE: EXEMPLO DE UM ESTUDO COLABORATIVO EM TEMPOS DE PANDEMIA. Comunicologia - Revista De Comunicação Da UCB, 14(1), 42 - 61. https://doi.org/10.31501/comunicologia.v14i1.12856

Edição

Seção

Dossiê: "Novas perspectivas teóricas sobre cultura, tecnologia e educação