A violência do submundo da cibercultura e o simulacro publicitário

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/clogia.v16i2.14575

Resumo

O presente artigo dedica-se a apreensão sobre o modo pelo qual o submundo da cibercultura (o oligopólio de sites de pornografia, webcamming e packs eróticos) encobre a violência contra a mulher por meio do simulacro publicitário nas redes interativas. A argumentação contempla a reflexão crítica sobre o contrassenso estabelecido entre a publicidade empresarial (que anuncia a vítima como protagonista do empoderamento feminino) e o contrato de prestação de serviços (que aprisiona a mulher ao proprietário invisível por meio da autorização vitalícia da sua imagem para circulação em qualquer site erótico da rede).

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Biografia do Autor

Priscila Magossi, PUC-SP

PRISCILA MAGOSSI é Doutora em Comunicação e Semiótica (PEPGCOS/PUC-SP com bolsa de apoio CAPES, 2010-2014). Mestra em Comunicação e Semiótica (PEPGCOS/PUC-SP, com bolsa de apoio CNPq, 2006-2008). Graduada em Jornalismo (Mackenzie-SP). Atualmente desenvolve pesquisa de Pós-Doutorado (PPGCOM/UNIP-SP) com base na gestão de dados da investigação in loco (realizada no Leste Europeu e na América Latina, com ênfase na Romênia, na Colômbia e no Brasil) sobre o submundo do ciberespaço (uma configuração exploradora da sexualidade humana na direção da mercadoria, controlada por oligopólios ciberculturais, regidos por proprietários ocultos). É pesquisadora e membra da comissão organizadora da ABCIBER (PUC-SP), integrante do Grupo de Estudos Mídia e Estudos do Imaginário (UNIP-SP) e assessora acadêmica do Instituto do Imaginário. A pesquisadora é autora da obra "Ritualidades e vida cotidiana na cultura digital: uma investigação sobre os processos de comunicação e ritualização no ciberespaço" (Novas Edições Acadêmicas, 2020, 124p) e do capítulo "Comunicação e velocidade: as ritualidades do ciberespaço e a aceleração da vida cotidiana", parte da obra "A explosão do cibermundo: velocidade, comunicação e (trans)política na civilização tecnológica atual" (Annablume, FAPESP, 2017, 328p), resultante de dois anos de pesquisa coletiva supervisionada pelo Prof. Dr. Eugênio Trivinho no CENCIB/PUC-SP, com apoio CNPq/FAPESP. Os estudos mencioados situam posicionamento na confluência entre as teorias críticas da comunicação, da cultura virtual e do imaginário. As temáticas abordam problemas do mundo tecnológico avançado no que concerne às macrorrelações e às hibridações tipificadas entre os principais blocos temáticos: (i) ritualidades e redes interativas; (ii) reprogramação algorítmica e ideológica do imaginário; (iii) masculinidade tóxica e masculinidade flácida; (iv) simbiose digital (vida cotidiana, superfície e submundo do ciberespaço; (v) modus operandi e modus vivendi da época em curso.

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Publicado

2026-01-12

Como Citar

Magossi, P. (2026). A violência do submundo da cibercultura e o simulacro publicitário. Comunicologia, 16(2). https://doi.org/10.31501/clogia.v16i2.14575

Edição

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Artigos Livres