Jornal da Record e o protagonismo dos indivíduos anônimos: um estudo sobre o espaço público e a cidadania
DOI:
https://doi.org/10.31501/comunicologiaissn19812132.v6i2.5278Resumo
Discutir a relação conflituosa entre cidadania (Carvalho, 2004) e espaço público (Habermas, 2003) midiático é o objetivo deste artigo. A partir de recorte feito do Jornal da Record e do levantamento bibliográfico correspondente à cidadania e espaço público, o trabalho que se apresenta tem como problema de pesquisa qual a representatividade dos indivíduos anônimos no respectivo telejornal e em qual condição de cidadania estes indivíduos aparecem no Jornal da Record. Toma-se como indivíduos anônimos aquelas pessoas comuns que, normalmente, são os personagens do conteúdo telejornalístico. A partir do método da análise de conteúdo (Bardin, 1988), entendeu-se que, no período de um mês construído extraído de 14 edições de telejornais dos meses de maio, junho, julho e agosto de 2006 que resultou em extenso material empírico. O recorte feito traz edições do telejornal que cobrem os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) à cidade de São Paulo. Compreendeu-se que mais da metade das fontes que aparecem no telejornal se constituem como indivíduos anônimos e que, via de regra, a condição desses indivíduos é de cidadania passiva. Os indivíduos são passivos em relação aos fatos noticiados, à capacidade de intervenção e de mobilização para alterar o curso dos acontecimentos ou, ainda com baixa capacidade argumentativa para impor seus direitos e necessidades. As imagens e falas são quase sempre marcadas por contextos nos quais a violência prepondera.Downloads
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