En garde!: Percepções sobre a multipremiação da fotografia intitulada Touché e a formação do fotojornalista no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.31501/comunicologia.v7i1.5637Resumo
Esse artigo busca refletir sobre as premiações no campo jornalístico e suas possíveis relações com a formação profissional dos repórteres-fotográficos. No Rio de Janeiro, assim com em outras capitais brasileiras, há grande oferta de cursos em nivel de bacharelado, de graduação tecnológica e ensino técnico que contemplam conteúdos pertinentes à formação do fotojornalista. Mas, o que se vê, a partir da vivência nas redações e de um rápido levantamento dos profissionais em atividade, é que o fotojornalismo é um ofício passado muitas vezes de pai para filho e que, quando não, boa parte da constituição do profissional ocorre mesmo no mercado de trabalho. Para a reflexão aqui proposta, parte-se do pressuposto que os prêmios de jornalismo, especialmente os mais longevos e tradicionais, tendem a funcionar como paradigmas de excelência e, que portanto, deveriam ser estudados (e criticados) pelos interessados em formar repórteres-fotográficos. Em 2012/2013, ocorreu um fato raro: uma única fotografia, intitulada Touché, conquistou em sua categoria, três deles: o Prêmio Esso de Jornalismo, o Prêmio Imprensa Embratel – dois dos mais importantes prêmios nacionais de jornalismo - e o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. O que teria a imagem de tão especial? Seu autor, Wilton de Sousa Júnior, é carioca, 40 anos, fotojornalista há mais de 20, filho de repórter-fotográfico e, até hoje, não conseguiu concluir sua graduação em jornalismo. Ele inspira o aprofundamento da reflexão que envolve teoria e prática; academia e mercado.
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