O ESTADO DE EXCEÇÃO E OS INVISÍVEIS SOCIAIS: UM ENCONTRO DE AGAMBEN E LÉVINAS

Autores

  • Álvaro Ricardo de Souza Cruz Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Mariana Camilo Bernacci Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Ana Luiza Tibúrcio Guimarães Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.31501/repats.v4i2.8805

Resumo

RESUMO: O presente artigo faz relação entre o episódio Engenharia Reversa (Men against fire), da série televisiva Black Mirror, o conceito de estado de Exceção de Agamben e a ética em Lévinas. Black Mirror apresenta uma mistura entre realidade e futurismo e demonstra em seus episódios o pior lado do ser humano, o seu “espelho negro”. No episódio 5, da 3ª temporada, não é diferente. Por meio dele, somos levados a um ambiente de guerra, no qual os soldados, que possuem um aparato de guerra tecnologicamente avançados, tem um inimigo a ser exterminado em meio aos civis: as baratas. Com o desvelamento da narrativa, fazendo um paralelo com a ética de Emmanuel Lévinas, podemos observar que a perspectiva de totalização leva ao ideal de destruição do Outro, que não é o Mesmo de mim. As baratas precisam ser extirpadas da sociedade porque são diferentes dos demais. Diversas vezes em nossa história fomos inseridos na mesma lógica. Nesse ambiente, invoca-se o conceito de rosto, de Lévinas, para demonstrar como o encontro com o rosto do Outro e seu reconhecimento como alteridade é a única forma de invocar a responsabilidade do eu sobre as atrocidades que são cometidas tanto na obra fictícia, quanto no passado e presente da humanidade, em nome da uniformidade e totalização.

 

PALAVRAS CHAVE: Black Mirror, ética, totalização, Outro, rosto, responsabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Álvaro Ricardo de Souza Cruz, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

[1] Procurador da República em Minas Gerais. Mestre em Direito Econômico e Doutor em Direito Constitucional. Professor da Graduação e da Pós-Graduação Stricto Sensu da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Membro do NUJUP da PUC/MG. Vice-presidente do Instituto Mineiro de Direito Constitucional. Membro do Instituto de Hermenêutica Jurídica (IHJ). Pós- Doutor em História. E-mail: alvaro.sc@terra.com.br.

Mariana Camilo Bernacci, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Advogada militante nas áreas de Direito Constitucional, Administrativo e Cível. Bacharela em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestranda em Direito Público pela mesma Universidade. Especialista em Advocacia Pública pela Escola Superior de Advocacia da OAB/MG. Membro do Centro Brasileiro de Estudos Levinasianos. E-mail: marianacbernacci@gmail.com.

Ana Luiza Tibúrcio Guimarães, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Graduanda no curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Graduanda no curso de Ciências do Estado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Extensionista voluntária no projeto Parlamento Jovem de Minas Gerais pela PUC Minas, no primeiro semestre de 2016. Estagiária no Tribunal de Justiça de Minas Gerais entre agosto de 2016 e junho de 2017. Pesquisadora do Núcleo Acadêmico de Pesquisa da PUC Minas, na área de Direito Internacional. E-mail: anatiburcio.g@gmail.com

Downloads

Publicado

2018-04-04

Edição

Seção

Artigos