Uma análise comparativa entre os góticos clássico e contemporâneo nas obras Drácula e a Coisa

Fábio Ramos Paz

Resumo


Esta investigação propõe analisar as obras Drácula, de Bram Stoker, e A Coisa, de Stephen King, obras essas que compõem o corpus dos góticos clássico e contemporâneo, respectivamente. É possível verificar como Stephen King, no século XX, não apenas ampliou a ideia lançada pelo horror clássico nos séculos XVIII e XIX, mas também fez uma revitalização de vários elementos chave de Drácula, como a exploração do espaço assombrado e da figura do vilão vampiro. Para tal, King manteve-se fiel ao gótico clássico enquanto adicionou à sua obra o horror psicológico proposto pela contemporaneidade. Com isso, o autor é capaz de se assimilar a Stoker e utilizar possíveis caminhos que levam o leitor a sentir medo, característica primordial do gótico. Através do método comparativo, as obras de Stoker e King podem ser paralelamente dispostas, e assim muito do que o autor de Drácula fez em 1897 é identificado em A Coisa. King transforma o castelo assombrado e o ser folclórico europeu com apetite por sangue em algo maior, apresentando a cidade de Derry e o palhaço Pennywise, trabalhando em pontos que Stoker desenvolveu com cautela, mas continuamente aprimorando o horror psicológico explorado pelo gótico contemporâneo.



Revista de Letras - ISSN 1982-842X

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