O cavaleiro templário do Itamaraty contra o “comunavírus”: Ernesto Araújo e a política externa brasileira mediante a pandemia de Covid-19
DOI:
https://doi.org/10.31501/ci.v5i2.15726Resumo
O presente artigo tem como objeto a política externa do governo Bolsonaro, com foco na atuação do Chanceler Ernesto Araújo à frente do Itamaraty durante a pandemia de Covid-19 entre 2019 e 2021. A pergunta que orienta a pesquisa é: “Como o chanceler Ernesto Araújo influenciou a política externa brasileira voltada ao enfrentamento da pandemia de Covid-19?”. O artigo é estruturado a partir de um estudo de caso que analisa os discursos e as posturas do ex-Ministro em busca de compreender as motivações intelectuais e ideológicas por trás das ações e decisões do Itamaraty ao longo de sua gestão. Demonstra-se que o enfrentamento ao coronavírus foi guiado por perspectivas alinhadas à ideologia de ultradireita do chanceler brasileiro, resultando em um negacionismo científico que prejudicou a adoção de políticas públicas de enfrentamento ao vírus em âmbito nacional, por ter influenciado na menor aquisição de doses de vacina na Covax Facility da Organização Mundial da Saúde (OMS), no relaxamento das medidas sanitárias, na descredibilização nos órgãos internacionais fundamentais no combate à pandemia e, por fim, em graves prejuízos à imagem internacional do Brasil.



