Ausência seletiva do Estado: a ascensão do PCC como reflexo da colonialidade do poder
DOI:
https://doi.org/10.31501/ci.v6i1.15956Resumo
O presente artigo analisa as rebeliões carcerárias ocorridas no Brasil em 2016 como expressões de uma lógica de governança criminal enraizada na colonialidade do poder e nas hierarquias raciais historicamente construídas. A partir de uma perspectiva pós-colonial, busca-se compreender como o sistema prisional brasileiro reproduz estruturas coloniais que perpetuam a exclusão e a marginalização de corpos não brancos. Metodologicamente, a pesquisa é de caráter qualitativo e explicativo, fundamentada no pensamento decolonial e desenvolvida por meio de análise documental e revisão bibliográfica, tendo como principal referência a obra A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime organizado no Brasil, de Bruno Paes Manso e Camila Dias. Os resultados indicam que as rebeliões de 2016 evidenciam a seletividade e a negligência do Estado brasileiro, cuja ausência estratégica favorece a consolidação de estruturas paralelas de poder, como o PCC, e reafirma a continuidade histórica da exclusão social e racial.



