Ausência seletiva do Estado: a ascensão do PCC como reflexo da colonialidade do poder

Autores

  • Danilo Abreu Luz Fernandes Universidade Federal de Goiás
  • Giovana Dias de Paula Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.31501/ci.v6i1.15956

Resumo

O presente artigo analisa as rebeliões carcerárias ocorridas no Brasil em 2016 como expressões de uma lógica de governança criminal enraizada na colonialidade do poder e nas hierarquias raciais historicamente construídas. A partir de uma perspectiva pós-colonial, busca-se compreender como o sistema prisional brasileiro reproduz estruturas coloniais que perpetuam a exclusão e a marginalização de corpos não brancos. Metodologicamente, a pesquisa é de caráter qualitativo e explicativo, fundamentada no pensamento decolonial e desenvolvida por meio de análise documental e revisão bibliográfica, tendo como principal referência a obra A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime organizado no Brasil, de Bruno Paes Manso e Camila Dias. Os resultados indicam que as rebeliões de 2016 evidenciam a seletividade e a negligência do Estado brasileiro, cuja ausência estratégica favorece a consolidação de estruturas paralelas de poder, como o PCC, e reafirma a continuidade histórica da exclusão social e racial.

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Publicado

2025-11-07

Como Citar

Luz Fernandes, D. A., & Dias de Paula, G. (2025). Ausência seletiva do Estado: a ascensão do PCC como reflexo da colonialidade do poder. Conexões Internacionais, 6(1). https://doi.org/10.31501/ci.v6i1.15956

Edição

Seção

Artigos