Uma crítica pós-colonial da Astropolitik de Everett Dolman
DOI:
https://doi.org/10.31501/ci.v6i1.16034Resumo
No contexto atual de rápidas transformações no campo da exploração espacial, este artigo analisa criticamente a proposta de Everett C. Dolman em Astropolitik: classical geopolitics in the space age, destacando sua visão de dominação do espaço exterior pelos Estados Unidos como um imperativo estratégico. A pesquisa, fundamentada em uma abordagem pós-colonial, busca compreender como a militarização e a competição por recursos espaciais podem reproduzir assimetrias históricas entre países desenvolvidos e o Sul Global. Argumenta-se que, embora a Astropolitik proponha a supremacia norte-americana como forma de garantir segurança e projeção de poder, tal perspectiva levanta sérias implicações éticas, políticas e geopolíticas. O estudo ressalta que a exclusão de nações com menor capacidade tecnológica compromete a construção de uma governança internacional inclusiva e sustentável do espaço. Conclui-se que o futuro da exploração espacial demanda uma abordagem cooperativa, multilateral e regulada, que possibilite o uso equitativo dos benefícios decorrentes do desenvolvimento espacial, reduzindo desigualdades e promovendo maior equilíbrio nas relações internacionais.



