Fórmula 1 no Bahrein: soft power, diplomacia simbólica e limites de sportwashing
DOI:
https://doi.org/10.31501/ci.v6i2.16913Resumo
Este artigo analisa a utilização da Fórmula 1 como ferramenta de soft power e diplomacia simbólica pelo Reino do Bahrein, pioneiro na inserção da categoria no Golfo Pérsico. A partir de uma abordagem qualitativa e interpretativa, fundamentada em análise documental e bibliográfica, investiga-se como o país tem instrumentalizado o Grande Prêmio para projetar uma imagem de modernidade, estabilidade e protagonismo internacional. O estudo explora as contradições entre a imagem projetada e o contexto doméstico marcado por autoritarismo e repressão, em especial no contexto pós-Primavera Árabe. Com base em conceitos como soft power, nation branding e sportswashing, bem como nas teorias das Relações Internacionais (realismo, liberalismo e construtivismo), o artigo busca compreender os limites simbólicos e os riscos reputacionais do uso político do esporte. Como referência comparativa, o estudo dialoga com os casos do Catar e da Arábia Saudita, evidenciando padrões e distinções na geopolítica simbólica da região.



