“O OLHAR QUE NÃO ME ALCANÇA”: projeção corpórea do deficiente visual apesar (ou à luz) da sociedade excludente

Autores

  • Ramiro Ferreira de Freitas
  • Ariza Maria Rocha

Resumo

Corpo parece, de início, algo óbvio, tangível e sensível. As práticas corporais, por sua vez, quando são apreendidas sistematicamente e instaladas no ramo científico (da Educação Física, sobretudo) recebem valoração específica, constituem universo de sentido e significado. Mas, o que não é tão naturalizado e, contudo, passa a fazer parte do imaginário real no ensino dito “includente” é a assimilação, por sujeitos diferentes, da sua carne – pertença inafastável da pessoa. Como um estudante (jovem ou adulto) com diversidade funcional na visão “enxerga” a entidade que o torna visível para os outros? Através de análise bibliográfica e aporte fenomenológico, procurou-se compreender o tempo-espaço do corpo “não-visível” na interface saber-viver intrinsecamente ligada à dualidade sujeito-objeto. Pretende-se, também, elaborar um produto educacional (cartilha) capaz de fornecer, conforme didática conveniente, substrato prático ao labor educativo cuja fonte se pretende acessível. Não se trata da constante (e pouco original) revisão normativo-pedagógica que destaca o déficit e procura “investir” nos conceitos e termos próprios dos doutrinadores em Ensino Especial. Antes, tem a proposta hoje revelada, por justificativa a necessária reflexão quanto à autoimagem do indivíduo deficiente visual no mundo, compartilhando dificuldades e possibilidades em razão, ou por causa, da coletividade (colegas de classe, professores, concidadãos).

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Biografia do Autor

Ramiro Ferreira de Freitas

Advogado. mestrando em Educação, especialista em Direito das Famílias e pós-graduando em Direito Constitucional pela URCA (Universidade Regional do Cariri), Graduado em Direito. Colunista do jornal "Contraponto", publicado pela Associação dos Ex-alunos do Instituto Benjamin Constant (Rio de Janeiro). integrante do Núcleo de Pesquisa,Estudo e Extensão em Educação Física (URCA, Crato-CE, Brasil).

Ariza Maria Rocha

Pós-doutorado em História pela Faculdade de Letras/ Universidade de Lisboa-FLUL. Doutora e mestre em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará - UFC. Formada em Licenciatura Plena em Educação Física, Universidade de Fortaleza - UNIFOR. Líder do Núcleo de Pesquisa, Estudo e Extensão em Educação Física. Professora Dedicação Exclusiva, Classe-Adjunta, Nível "O", da Universidade Regional do Cariri-URCA. Docente permanente no Mestrado Profissional em Educação da URCA. Pesquisadora nas áreas de, Corpo, Educação, Saúde e História Cultural da Alimentação.

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Publicado

2019-09-04

Edição

Seção

Aspectos Sócio-Culturais e Pedagógicos da Educação Física