MANIPULAÇÃO DE GENES E DESEMPENHO ESPORTIVO: TENDÊNCIA OU REALIDADE?

Luiz Carlos Carnevali Júnior, Julio Cesar Papeshi da Silva, Robson Eder, Daniela Caetano Gonçalves, Waldecir Paula Lima, Marília Cerqueira Leite Seelaender

Resumo


Pesquisas atuais apontam que um melhor rendimento no exercício físico pode ser obtido a partir
da infusão de genes modificados no organismo. Tal mecanismo surgiu inicialmente a partir dos
bons resultados obtidos pelo tratamento com genes em patologias diversas. A partir de então,
objetivando-se a melhora na performance esportiva, tal ferramenta foi intitulada de “doping
genético”. Os principais genes alvos ao doping são aqueles que proporcionam principalmente
aumento na captação de oxigênio com conseqüente perda de peso, otimização do metabolismo
energético e rápido ganho de massa muscular. Embora os resultados até hoje encontrados sejam
satisfatórios em roedores, as pesquisas envolvendo terapia gênica em atletas ainda tem muito a
se desenvolver antes de tornar-se um mecanismo efetivo no ganho de rendimento esportivo. O
presente estudo objetiva atualizar o conhecimento sobre este tema que ganha cada vez mais
espaço no esporte de alto rendimento, enumerando os principais genes alvo (Leptina, IGF-1,
VEGF, Miostatina, GH, PPARs) e suas respectivas aplicações nos diversos esportes.

Palavras-chave


doping genético, terapia gênica, desempenho esportivo, genes

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