O EXERCÍCIO FÍSICO E A DOENÇA DE PARKINSON: UMA PERSPECTIVA MOLECULAR

Luiz Antonio de Oliveira Rocha

Resumo


A doença de Parkinson é uma desordem neuro-degenerativa crônica, progressiva que afeta pelo menos 1% da população acima de 70 anos de idade. Seus efeitos cognitivos e motores podem ser comparados aos causados pelos acidentes vasculares encefálicos, principalmente a perda de memória e a bradicinesia. De uma maneira geral, a doença de Parkinson é causada pela degeneração da substância negra resultando em uma perda dos neurônios dopaminérgicos do estriatum. Esta perda é acompanhada pelo aumento das células da glia e da diminuição de neuromelanina, pigmento contido normalmente nos neurônios dopaminérgicos do sistema nervos bem como a presença de eosinófilos no citoplasma, chamados de corpos de Lewy, comuns em muitos dos neurônios restantes. A perda progressiva esta associada, de modo secundário, a alterações no metabolismo cortical. Em contrapartida aos males do Parkinson, seres humanos idosos sob efeito do exercício moderado demonstraram incrementos na aprendizagem e a memória e redução dos processos degenerativos associados à atrofia nas áreas do cérebro, afetadas pelo envelhecimento, consideradas cruciais para processos cognitivos mais elevados. Neste sentido este projeto propõe estudar os efeitos do treinamento físico aeróbico crônico de longa duração em tecidos cerebrais por meio de técnicas proteômicas e genômicas, a fim de melhor entender os mecanismos moleculares dos benefícios do exercício físico sobre animais com doença de Parkinson induzida. Desta forma espera-se identificar mRNAs, miRNAs e proteínas que melhor esclareçam os efeitos benéficos do exercício sobre a qualidade de vida de idosos que apresentem mal de Parkinson. A identificação destas moléculas abrirá caminho para estudos funcionais onde o entendimento da adaptação ao exercício possa ajudar a entender os mecanismos moleculares da doença de Parkinson. O entendimento molecular em organismos modelos abrirá a possibilidade para buscar as mesmas vias em indivíduos humanos, visto que, dados de tecidos encefálicos são de impossível acesso em humanos.

Palavras-chave


Exercícios Físicos, Doença de Parkinson, Molecular

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