FISIOLOGIA DA FADIGA MUSCULAR: QUEBRANDO PARADIGMAS

Emanuele Santos, José Blanco Herrera

Resumo


A musculatura estriada esquelética possui a capacidade de produzir níveis elevados de força quando ativada. A incapacidade de manter o rendimento durante o exercício físico moderado e prolongado é denominada fadiga muscular. Devido à prática crescente de exercícios físicos, a conceitualização da fadiga muscular tem atraído o interesse dos investigadores há mais de um século. Contudo, ainda existe uma série de lacunas não preenchidas dentro da fisiologia como, por exemplo, as possíveis causas da incapacidade geradora de força. O objetivo desta revisão é conceituar a fadiga muscular, levando em consideração suas hipóteses de causa ou mecanismos indutores de origem central e, principalmente, periféricos, levando em consideração os níveis de concentração dos substratos energéticos necessários para a síntese de ATP e a variação das concentrações intracelulares de substâncias como o lactato e o ácido lático. Em relação à fadiga periférica, as evidências experimentais têm demonstrado que as alterações nas concentrações de lactato, ADP ou ATP, embora influenciem a produção de força pelas fibras musculares, não parecem apresentar-se como fatores determinantes da fadiga.

Palavras-chave


Fadiga muscular, Lactato, Ácido lático, Glicólise anaeróbica

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