IDENTIFICAÇÃO DO LIMIAR DE VARIABILIDADE DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA EM PROTOCOLO DE LACTATO MÍNIMO.

Ademir Manuel do Nascimento, Daniela Cristina Sester, Cleberson Nierotka, João Fernando Brinkmann dos Santos, Leandro dos Santos Afonso, Eduardo Marcel Fernandes do Nascimento, Flávio de Oliveira Pires, Romulo Bertuzzi, Cesar Cavinato Abad

Resumo


Introdução: Recentemente foi proposta a identificação do limiar de variabilidade da freqüência cardíaca (LimVFC) como aproximação do limiar anaeróbico (LAN) em exercício progressivo. Objetivo: verificar o grau de associação entre o LimVFC e o LAN pelo lactato mínimo (LLmin). Métodos: Nove universitários (20,1+1,1 anos; 66,7+8,0kg; 172,6+6,3cm; %G=8,6+4,2) realizaram teste de Wingate (TW) para indução de hiperlactacidemia e teste incremental até exaustão. Registrou-se o intervalo de pulso (batimento a batimento) para cálculo da VFC no domínio do tempo e foram feitas as coletas de sangue para análise do lactato nos momentos: repouso; 8º min após o TW e no final de cada carga do teste incremental. O LimVFC foi identificado pela quebra de linearidade da curva do intervalo de pulso e o LLmin foi obtido no “U” da curva de lactato. Resultados: Ambos os limiares foram identificados em 100% da amostra nas cargas entre 2,0 e 2,5 kp. A potência de pico, a potência média, a menor potência e o índice de fadiga expressos em média e desvio padrão foram, respectivamente 105,4+17,4W; 86,9+12,8; 63,7+12,8W e 39,6+8,2%. O teste t de Student não indicou diferença significativa entre as cargas do LLmin e LimVFC p=0,17. A correlação de Pearson foi de r=0,87 (p<0,05) e a regressão linear foi de R2=0,754 indicando possibilidade de identificação do LimVFC também durante o protocolo de LLmin. Conclusão: O LAN pode ser identificado pelo comportamento da VFC de forma análoga ao LLmin possibilitando a obtenção do LAN de forma não invasiva e menos dispendiosa.

Palavras-chave


limiar anaeróbico, sistema nervoso autônomo, ácido lático, teste ergométrico, freqüência cardíaca.

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