EFEITO DE BRINCADEIRAS ATIVAS SOBRE O DESEMPENHO ESCOLAR EM CRIANÇAS

Autores

  • Marcela Brandão Dias UCB
  • Raiane dos Santos Pereira UCB
  • Stéphany Vieira Brito UCB
  • Rodrigo Browne UCB
  • Isabela Almeida Ramos UCB
  • Carmen Silvia Grubert Campbell UCB

Resumo

Estudos relatam benefícios do exercício físico não só para os sistemas cardiovascular, respiratório e músculo-esquelético, mas também sobre a cognição. Para desenvolvermos os potenciais cognitivos de crianças em idade escolar é preciso criar estímulos novos e diferentes por meio de brincadeiras e jogos ativos motivacionais que favoreçam a aprendizagem. O presente estudo objetivou investigar os efeitos agudos de 30 min de brincadeiras ativas em aula de educação física sobre o desempenho escolar e em tarefas cognitivas subsequentes em crianças do ensino fundamental. Participaram do estudo 43 crianças (22 meninos e 21 meninas) do quarto ano do ensino fundamental de uma escola pública de Taguatinga – DF (CAIC). Primeiramente o Teste de Desempenho Escolar (TDE) foi considerado para tornar a amostra homogênea. Após isso as crianças foram divididas em umgrupo com educação física prévia (GCEF): 23 crianças – 13 meninos, 10 meninas, 9,7±1,4 anos, 17,3±2,6 kg.m(2)-1, 96,0±13,7 pontos no TDE; e um grupo controle sem educação física prévia (GSEF):20 crianças – 8 meninos, 12 meninas, 9,2±0,7 anos, 19,0±4,1 kg.m(2)-1, 92,7±13,3 pontos no TDE. O GCEF foi submetido a 30 min de brincadeiras ativas compostas por variações de pique-pega (178,8±27,2 bpm) e o GSEF permaneceu sentado em uma sala colorindo desenhos durante o mesmo período (91,7±11,8 bpm). Aos 15, 35 e 45 min de recuperação após a intervenção, os dois grupos foram submetidos respectivamente à prova escrita (10 questões de português e 10 de matemática), ao teste cognitivo de Stroop e ao Flanker. O GCEF apresentou melhor desempenho no percentual de acertos(p=0,04)na etapa mais complexa do teste de Stroop(88,3±13,1%) em sua fase mais complexa quando comparado ao grupo GSEF (71,6±31,7%). Não houve diferença no teste de Flanker nos escores entre os grupos. As provas de português e matemática que avaliaram o desempenho escolar para o grupo GCEF (3,5±1,1; 3,6±1,0 e 7,2±1,5 pontos) não diferiram significativamente do grupo GSEF () notas individuais de português e na soma total das provas de conteúdo escolar o GCEF (3,31±0,91 e 6,85±1,63 pontos). Foi possível concluir que 30min de brincadeiras ativas resultou em melhor desempenho na etapa mais complexa de um teste que avalia a capacidade de atenção seletiva.

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Biografia do Autor

Marcela Brandão Dias, UCB

Aluno de Iniciação Científica e Estudante do Grupo de Estudos em Exercício, Brincadeiras e Cognição da Universidade Católica de Brasília – UCB.

Raiane dos Santos Pereira, UCB

Aluno de Iniciação Científica e Estudante do Grupo de Estudos em Exercício, Brincadeiras e Cognição da Universidade Católica de Brasília – UCB.

Stéphany Vieira Brito, UCB

Aluno de Iniciação Científica e Estudante do Grupo de Estudos em Exercício, Brincadeiras e Cognição da Universidade Católica de Brasília – UCB.

Rodrigo Browne, UCB

Aluno de Iniciação Científica e Estudante do Grupo de Estudos em Exercício, Brincadeiras e Cognição da Universidade Católica de Brasília – UCB.

Isabela Almeida Ramos, UCB

Mestranda em Educação Física – UCB.

Carmen Silvia Grubert Campbell, UCB

Professora do Programa de graduação e mestrado e doutorado em Educação Física – UCB.

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Publicado

2013-04-30

Edição

Seção

Educação Física Pesquisa