ASPECTOS MOTIVACIONAIS PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIO RESISTIDO EM ACADEMIAS

Autores

  • Carla Maria Liz Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Maick da Silveira Viana Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Ricardo Brandt Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Nathalia Rodrigues Lagos Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Diego Itibere Cunha Vasconcellos Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Alexandro Andrade Universidade do Estado de Santa Catarina

Resumo

Considerando a influência da motivação na prática regular de exercícios físicos, o objetivo deste estudo foi investigar a relação entre os motivos atribuídos à prática de exercícios resistidos e suas regulações motivacionais, bem como os fatores associados a estas. Participaram do estudo 86 praticantes de exercícios resistidos (43 homens e 43 mulheres) com idade média de 26,1 (±6,3) anos para os homens e 29,4 (±8,4) anos para as mulheres. Para coleta foi utilizado um questionário de caracterização dos participantes e o Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire - 2 (BREQ–2; MARKLAND e TOBIN, 2004). Utilizou-se de análise descritiva e testes de correlação (Spearman) e comparação (Mann-Whitney), adotando-se ? de 0,05 (p<0,05). O “condicionamento físico” e a “estética” foram os principais motivos atribuídos à prática dos exercícios resistidos. Os praticantes apresentaram alta autodeterminação para a prática deste tipo de exercício, sendo as mulheres mais autodeterminadas do que os homens (p<0,01). A maior idade esteve associada positivamente à regulação identificada nos homens e amotivação nas mulheres (p<0,05). O sobrepeso esteve associado à maior regulação introjetada nos homens e menor nas mulheres (p<0,05). A regulação introjetada foi maior para os homens que atribuíram a prática ao “emagrecimento”, em comparação aos que atribuíram ao “condicionamento físico” (p<0,05). Maior autodeterminação foi identificada em mulheres que atribuíram a prática ao “emagrecimento” em comparação as que atribuíram a prática à “saúde” (p<0,05). Destaca-se neste estudo a importância de se considerar as diferenças motivacionais existentes entre homens e mulheres e suas implicações nas estratégias de intervenção em prol de um estilo de vida ativo e saudável.

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Biografia do Autor

Carla Maria Liz, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Centro de Ciências da Saúde - CEFID - UDESC - Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício - LAPE.

Maick da Silveira Viana, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Doutorando do curso de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano – UDESC – Florianópolis – SC

Ricardo Brandt, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Doutor em Ciências do Movimento Humano – UDESC – Florianópolis – SC

Nathalia Rodrigues Lagos, Universidade do Estado de Santa Catarina

Graduada em Educação Física – UDESC – Florianópolis SC

Diego Itibere Cunha Vasconcellos, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Mestre em Ciências do Movimento Humano – UDESC – Florianópolis - SC

Alexandro Andrade, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professor Doutor do Programa de Pós-graduação Strictu Sensu em Ciência do Movimento Humano – UDESC – Florianópolis – SC

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Publicado

2013-04-30

Edição

Seção

Interação