As aporias do tempo borgeano

Gabriela Freitas

Resumo


Como acolher, em um só instante, a experiência do momento e a memória? A fotografia, ao reter uma determinada fração do tempo e do espaço, cria uma imagem de mundo a partir da qual é possível engendrar inúmeras narrativas que remetem a experiências de temporalidades diversas, intensificando a ambígua relação entre real e ficção. É no âmbito da narrativa, especialmente na obra de Jorge Luís Borges, que encontramos a possibilidade de fundir os tempos histórico e ficcional, aparentemente contraditórios, e nos aproximarmos de uma compreensão do instante na qual, a partir de uma experiência do devir, oscilante entre o tempo cronológico e o tempo poético, seja possível unir o que a especulação científica separa. Para Ricœur só há tempo pensado quando há tempo narrado, pois só a poética da narrativa conseguiria abarcar as aporias do tempo.


Palavras-chave


Fotografia; Tempo; Narrativa; Jorge Luis Borges; Paul Ricoeur

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/esf.v0i14.10879

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E-ISSN 2446-6190

REVISTA B2 (Qualis CAPES 2015)