Dispnéia urbana: Os túmulos de Lisboa

Autores

  • Rodrigo Saturnino Universidade Aberta
  • Jóse da Silva Ribeiro Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.31501/esf.v0i4.5328

Resumo

 

Neste ensaio a casa é o símbolo e o conceito que orienta esta coleção de imagens de um bairro lisboeta. São retratos de casas sufocadas. Ninguém lá vive nem ninguém lá pode viver. Não servem de abrigo. Não servem de armazém. Não servem de pouso para os pombos. São túmulos. As portas sem fluxos e janelas sem vidro aprisionam os odores e as vergonhas da promessa do impossível. São edifícios mortos e esterilizados pela crise da fantasmagórica ideia da propriedade privada.

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Biografia do Autor

Rodrigo Saturnino, Universidade Aberta

Formação em filosofia, cinema e antropologia. Doutor em Ciências Sociais – Antropologia. Professor da Universidade Aberta – antropologia, antropologia visual, antropologia virtual, coordenador do Laboratório de Antropologia Visual. Colabora com as Universidades de São Paulo, Savoie, Múrcia, Estadual do Ceará e Alagoas. Desenvolve os projetos Imagens e sonoridades das migrações e Interculturalidade afro-atlântica. Publica na área da antropologia visual e virtual, do cinema e migrações e temáticas da cultura afro-atlântica. Coordena a rede Imagens da Cultura / Cultura das Imagens e a Revista Digital ICCI.

Jóse da Silva Ribeiro, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Doutorando em Sociologia - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Investigador do CEMRI - Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – Universidade Aberta

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Publicado

2014-11-23

Como Citar

Saturnino, R., & da Silva Ribeiro, J. (2014). Dispnéia urbana: Os túmulos de Lisboa. Esferas, (4). https://doi.org/10.31501/esf.v0i4.5328

Edição

Seção

Visualidades