“Mães da cama-vazia” como imagem de contracontrole do pensamento feminista negro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/esf.v1i28.14678

Resumo

Neste artigo, propõe-se a imagem da “mãe da cama-vazia”, como uma atualização das “imagens de controle” (Collins, 2019) ao combiná-las à proposta de Gonzalez (2020) da criação de “antígonas negras”, por parte da mídia, para a permanência do “racismo por denegação” em coberturas jornalísticas que envolvem mulheres negras. As atualizações partem da análise conjunta do “poder da autodefinição” (Collins, 2019) e da “maternidade indignada” (Rocha, 2018) no enfrentamento do genocídio negro.

Biografia do Autor

  • Nayara Luiza de Souza, Universidade Federal de Minas Gerais

    Mestra em Comunicação Social pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (2012). Pós- graduada em Gestão de Marketing pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) (2015). Atualmente é Especialista em Políticas e Gestão da Saúde na Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.  Tem experiência na área de Comunicação Social com ênfase em Jornalismo. As àreas de interesse de pesquisa envolvem raça e racialidade, gênero, imaginários e narrativas jornalísticas.

  • Carlos Alberto de Carvalho, Universidade Federal de Minas Gerais

    Professor Associado do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, na graduação e no programa de pós-graduação. Professor visitante sênior no exterior na Universidade do Minho, Portugal, com bolsa Capes/Print (Processo Processo: PRINT - PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAÇÃO -88887.716881/2022-00), entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024. Atualmente é pesquisador em projetos vinculados ao Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG, sobre coberturas jornalísticas relativas ao HIV, Aids e homofobia, com financiamentos do CNPq e da Fapemig, e projeto de pesquisa sobre violências contra mulheres (em crimes tipificados como de proximidade), com financiamentos da Fapemig e do CNPq. Desenvolve, ainda, pesquisas sobre divulgação científica. É o coordenador do Insurgente: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Redes Textuais e Relações de Poder/Saber. As pesquisas em desenvolvimento articulam, a partir de produtos e processos midiáticos, conceitos como narrativa, acontecimento, xenofobia, racismo, divulgação científica,homofobia, violência e relações de gênero. Além de artigos em periódicos, capítulos de livros e livros organizados, no Brasil e no exterior, é autor dos livros Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de S.Paulo de 1983 a 1987 (2009), Jornalismo, homofobia e relações de gênero (2012) e O jornalismo, ator social colonizado e colonizador (2023). Bolsista Produtividade CNPq - PQ 2.

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Publicado

2023-12-26

Edição

Seção

Pensamentos comunicacionais afrodiaspóricos

Como Citar

“Mães da cama-vazia” como imagem de contracontrole do pensamento feminista negro. (2023). Esferas, 1(28). https://doi.org/10.31501/esf.v1i28.14678