O contra-ataque das máquinas: Automação da memória no filme Possessor

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/esf.v2i30.14954

Resumo

Este ensaio apresenta uma reflexão sobre a gestão tecnológica da subjetividade ao destacar a abordagem da conexão cérebro-máquina no contexto audiovisual contemporâneo. Partindo da análise do filme Possessor (2020, Brandon Cronenberg), argumentamos que a consequência da simbiose orgânico-inorgânico que vemos em cena é a submissão da temporalidade humana às limitações impostas pelos aparelhos, incapazes de articular o peso da memória, que faz do olvido um elemento central.

Biografia do Autor

  • Isadora Meneses Rodrigues, Universidade Federal de Pernambuco

    Doutora em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Graduada em Jornalismo e mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi professora substituta do curso de jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA, 2016-2018) e do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC, 2022-2023).  Roteirista, participou da 3 edição do Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes, tendo projeto orientado pelos realizadores Karim Aïnouz, Marcelo Gomes e Sérgio Machado, e da 6 edição do Laboratório Novas Histórias, do Sesc SP. Nesses laboratórios, desenvolveu o roteiro de Fortaleza Hotel em coautoria com Pedro Cândido, longa-metragem dirigido por Armando Praça. O filme estreou no 31 Cine Ceará. Atualmente participa como pesquisadora do IMAGO - Laboratório de Estudos de Estética e Imagem (PPGCOM-UFC).

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Publicado

2024-08-14

Edição

Seção

Crise da Criatividade - A comunicação entre sabedoria e inteligência artificial

Como Citar

O contra-ataque das máquinas: Automação da memória no filme Possessor. (2024). Esferas, 30. https://doi.org/10.31501/esf.v2i30.14954