O problema da representação na operação historiográfica

Autores

  • Mariana Alvares Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumo

Em sua análise da epistemologia historiográfica, em A memória, a história, o esquecimento (2000), Ricoeur descreve a operação historiográfica como sendo constituída de três fases 1) arquivo 2) explicação-compreensão e 3) representação. Dessas três fases da operação historiográfica se seguiria uma narração histórica de um acontecimento passado. Mas na análise ricoeuriana sobre o discurso historiográfico, ultrapassa-se o campo epistemológico para se dar lugar a uma hermenêutica historiográfica que traz à tona algumas condições prévias ao exercício metodológico historiográfico. Essas condições prévias podem ser lidas como desafios ao exercício do trabalho historiográfico. Tendo em vista isso, nós investigaremos no presente artigo a relação e o conflito entre o método historiográfico e algumas das condições do fazer histórico.  

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Biografia do Autor

Mariana Alvares, Universidade Estadual de Santa Cruz

Concluiu o curso técnico integrado em informática no Instituto Federal da Bahia (IFBA-Ilhéus), onde desenvolveu pesquisa de iniciação científica a respeito do uso comercial da literatura de Jorge Amado na cidade de Ilhéus. Atualmente cursa licenciatura em filosofia na Universidade Estadual de Santa Cruz, tendo sido bolsista do PIBID entre os anos de 2017 e 2018. Ingressou, no ano de 2018, em um projeto de iniciação científica cujo título é "A historicidade na fenomenologia e na hermenêutica". Participa de grupo de estudo dedicado ao pensamento de Heidegger. Principais interesses são: ontologia fundamental, pensamento do ser, a questão do nada. 

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Publicado

2020-10-22

Edição

Seção

Artigos