Salvação como reconciliação narrativa: da expiação penal à ressignificação teopoética do sofrimento
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v8i1.15821Resumo
O presente artigo propõe uma releitura crítica da doutrina cristã da salvação, desconstruindo a lógica da expiação penal e abrindo caminho para uma compreensão teológica mais integrada, narrativa e terapêutica da redenção. A partir da teologia paulina (especialmente Romanos, Gálatas e 1Coríntios), da teologia sistemática contemporânea (Hans Urs von Balthasar, Schillebeeckx, Gutiérrez, Clodovis Boff), da hermenêutica filosófica de Paul Ricoeur e da escuta clínica da psicanálise, defende-se que a salvação deve ser entendida como um processo de ressignificação simbólica, reconciliação do eu ferido e transfiguração do sofrimento. O texto sugere que salvar é mais do que perdoar pecados: é instaurar novas possibilidades de existência, subjetividade e esperança messiânica no campo teológico e psíquico.
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