Antropofilosofia das sexualidades masculinas em Rondônia: autoetnografias e oxímoro da observação participante

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DOI:

https://doi.org/10.31501/periagoge.v9i1.16855

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão teórica acerca das relações entre autoetnografia, observação participante e estudos sobre sexualidades masculinas, discutindo os limites epistemológicos e metodológicos da produção de conhecimento quando o pesquisador compartilha experiências, práticas e universos simbólicos com os interlocutores da pesquisa. O trabalho configura-se como um estudo exploratório de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica temática de caráter associativo, mobilizando contribuições da antropologia, sociologia das sexualidades, filosofia e estudos de gênero. A análise articula autores que discutem corporalidade, subjetividade, regimes de verdade e reflexividade na pesquisa social, buscando problematizar o lugar do pesquisador implicado nas dinâmicas investigadas. A partir desse percurso, discute-se o que se denomina de “oxímoro da observação participante”, isto é, o paradoxo que emerge quando a experiência vivida do pesquisador atravessa o processo de investigação. Argumenta-se que a autoetnografia pode constituir um dispositivo analítico relevante para explicitar tais implicações e ampliar a reflexividade nas ciências sociais, especialmente nos estudos sobre masculinidades e sexualidades. Conclui-se que reconhecer a dimensão experiencial e corporal da produção de conhecimento contribui para uma abordagem mais crítica e situada de fenômenos sociais complexos.

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Publicado

2026-05-29

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Seção

Artigos Livres

Como Citar

Antropofilosofia das sexualidades masculinas em Rondônia: autoetnografias e oxímoro da observação participante. (2026). Periagoge, 9(1). https://doi.org/10.31501/periagoge.v9i1.16855