A PRÁTICA EM REALIDADE VIRTUAL PARA APRENDIZAGEM MOTORA DE CRIANÇAS COM PARALISA CEREBRAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v32i1.14973Resumo
A Paralisia Cerebral (PC) é caracterizada por um grupo de desordens permanentes do movimento e da postura do indivíduo, oriundos de uma lesão não progressiva que pode ocorrer no cérebro fetal ou na infância. As principais manifestações clínicas podem ser musculoesqueléticas, cognitivas, perceptivas e motoras secundárias a lesão, causando limitações no âmbito da atividade e participação e na aprendizagem motora das crianças com essa condição. A prática de atividades em ambientes com realidade virtual (RV) pode ser benéfica para aprendizagem motora dessa população pois trata-se de um ambiente seguro que proporciona ao indivíduo experiências sensoriais com o uso da interface. O objetivo desse estudo foi descrever e sumarizar a prática em RV para aprendizagem motora de crianças com PC através de uma revisão integrativa da literatura. Foram selecionados estudos disponíveis nas bases PubMed, Embase, Scielo, Lilacs, através da estratégia PICOT, e publicados entre os anos 2000 e 2023. O tempo de intervenção variou entre trinta e sessenta minutos enquanto a duração da intervenção de duas a doze semanas. As interfaces não imersivas estiveram em maior parte dos achados e o dispositivo mais utilizado nos protocolos de intervenção foi o Nintendo Wii ®. Com a análise dos artigos foi possível constatar que a RV pode ter efeitos positivos na aprendizagem motora, com desfechos na independência funcional, na habilidade manual, na função motora grossa, equilíbrio, entre outros. Com isso, a prática nessas interfaces pode ser uma possibilidade de intervenção para crianças com PC com resultados variados a depender do objetivo do treinamento.
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