TEMPO DE AULA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR DO ENSINO MÉDIO NA FRONTEIRA BRASIL-BOLÍVIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v33i1.15931

Resumo

Este artigo apresenta uma análise aprofundada sobre a gestão do tempo de aula na Educação Física escolar do ensino médio, investigando a prática pedagógica em escolas das cidades fronteiriças de Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul. Com o objetivo de analisar o tempo de aula ministrado, a pesquisa se baseou na observação sistemática, categorizando o tempo em “tempo em atividade” (TA) e “tempo em não atividade” (TNA). A metodologia, inspirada em estudos anteriores sobre o tema, envolveu a observação de um total de 1.020 minutos de aulas. Os resultados quantitativos revelaram que apenas 57,94% do tempo total de aula foi destinado a atividades práticas, enquanto 42,06% foi classificado como TNA. Mais do que uma simples ausência de movimento, o TNA foi identificado como tempo gasto em ações não pedagógicas, como longos intervalos, transições desorganizadas e conversas alheias à disciplina. A discussão aponta que essa lacuna no tempo de atividade efetiva limita as oportunidades de vivências corporais dos alunos, um fator crucial para a promoção de um estilo de vida ativo e a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), por exemplo. A improficuidade no uso do tempo, evidenciada pela alta porcentagem de TNA, demonstra a necessidade de se oportunizar diferentes vivências nas aulas, pois essa ineficiência no uso do tempo pode ter um impacto negativo não apenas na dimensão biológica, mas também em outras dimensões humanas que devem ser trabalhadas nas aulas de Educação Física escolar. Em conclusão, os dados evidenciam a necessidade de os docentes otimizarem o tempo de aula, assumindo um papel mais proativo na condução da disciplina. Este estudo sugere que futuras pesquisas aprofundem a análise do TNA para entender suas causas e propor intervenções pedagógicas mais eficazes.

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Biografia do Autor

Carlo Henrique Golin, UFMS - Câmpus Pantanal

Doutor em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (2017); Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba (2005); Especialista em Educação Física Escolar (2000) e graduado em Educação Física (1999) pelas Faculdades Integradas de Fátima do Sul. Atualmente é Professor Associado I na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Câmpus do Pantanal (CPAN), na cidade de Corumbá-MS (Brasil), atuando no curso de graduação de Educação Física (Licenciatura) e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços (PPGEF) - mestrado/doutorado. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física do Pantanal (GePPan) - UFMS/CPAN. Tem experiência em Educação Física, com ênfase em Licenciatura, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Física Escolar, Formação de Professores, Esporte Escolar, Educação intercultural e Fronteira.

Rogério Zaim-de-Melo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Câmpus do Pantanal (CPAN)

Licenciado em Educação Física pela UNESP, Rio Claro (1997), Mestre em Educação Física pela USP (2003) e Doutor em Ciências Humanas, Educação pela PUC-Rio (2017). É docente do curso de Educação Física e do Mestrado em Estudos Fronteiriços da Universidade Federal do Mato Grosso Sul (UFMS) - Câmpus do Pantanal, desde agosto de 2010. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Cultura Lúdica, Circo, Educação Física e Esporte (CLUCIEFE). Pesquisador do CIRCUS - Grupo de Pesquisa em Circo, Unicamp. Coordena o Grupo de Atividades Circenses Los Pantaneiros. Concentra suas pesquisas nas relações entre o Circo e a Educação Física, e a Cultura Lúdica e a Educação Física; Idealizador do projeto de Extensão: "O circo vai as Escolas da Águas", que tem o objetivo de levar o circo a população que vive nas áreas alagadas do Pantanal. 

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Publicado

2025-10-22

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Artigo Original