ANÁLISE DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL E RISCO CARDIOVASCULAR DE ADOLESCENTES COM DIABETES MELITOS TIPO 1

Autores

  • Sandra de Oliveira Universidade Católica de Brasília - UCB
  • Samuel Lima Oliveira Universidade Católica de Brasília - UCB
  • Roberta Kelly Menezes Unidade de Endocrinologia – Polo de Pesquisa Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde - Hospital Regional de Taguatinga
  • Leonardo Garcia Miranda Unidade de Endocrinologia – Polo de Pesquisa Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde - Hospital Regional de Taguatinga
  • Hermelinda Cordeiro Pedrosa Unidade de Endocrinologia – Polo de Pesquisa Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde - Hospital Regional de Taguatinga
  • Jonato Prestes Universidade Católica de Brasília - UCB

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v24i2.5876

Resumo

Objetivo: Comparar a força de preensão manual de adolescentes com e sem diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e correlacionar as variáveis hemodinâmicas com o controle da glicemia pela hemoglobina glicada (HbA1c) nos adolescentes diabéticos. Método: Foram avaliados 49 adolescentes com DM1 (12,73 ± 1,23 anos; índice de massa corporal 19,52 ± 2,62 kg/m2) e 75 adolescentes sem DM1 (13,31 ± 1,16 anos; índice de massa corporal 20,79 ± 3,64 kg/m2). A HbA1c foi determinada por HPLC e a força de preensão foi obtida com o dinamômetro Jamar®. As variáveis hemodinâmicas registradas foram à frequência cardíaca e a pressão arterial (PA) na posição sentada. Resultados: Os meninos com DM1 apresentaram menores valores de força de preensão manual absoluta da mão direita (26,48 ± 6,24 vs 32,59 ± 9,59 kg; p = 0,004), da mão esquerda (25,45 ± 6,52 vs 30,76 ± 8,19 kg; p = 0,006) e maior PA diastólica (66,43 ± 8,62 vs 72,40 ± 10,01 mmHg; p = 0,019) do que os meninos sem DM1. As meninas com DM1 apresentaram menores valores de força de preensão manual absoluta da mão direita (26,20 ± 4,09 vs 29,53 ± 5,27 kg; p = 0,017) e da mão esquerda (24,50 ± 4,29 vs 27,79 ± 5,11 kg; p = 0,017). Houve correlação positiva da frequência cardíaca (0,44; p = 0,01) e da PA diastólica (0,37; p = 0,01) com a HbA1c. Conclusão: Adolescentes com DM1 devem receber atenção quanto a menor força muscular e risco cardiovascular com o aumento da HbA1c. Palavras-chave: diabetes melitos tipo 1, força muscular, adolescentes, risco cardiovascular.

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Publicado

2016-06-30

Edição

Seção

Artigo Original